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FLEC apela ao diálogo e responsabiliza a ONU – comunicado áudio

Arsénio Reis

A Frente de Libertação do Enclave de Cabinda lançou hoje um apelo à abertura de negociações diretas com as autoridades angolanas, pedindo a criação de uma “mesa redonda” entre representantes de Cabinda e de Angola. Num comunicado gravado pelo Tenente-General, Afonso Zau, a “direção central do movimento no terreno” alude à necessidade de se encontrar uma paz duradoura, mas também carrega nas críticas à atuação dos militares angolanos.

Neste comunicado gravado pela FLEC-FAC e enviado ao Plataforma, Luanda é acusada de organizar “grupos beligerantes” para “atacar os centros indefesos de refugiados na RDC, República Democrática do Congo e no Congo Brazzaville”. A FLEC pergunta se à luz do direito internacional um país pode atacar diretamente outro país.

A maior critica fica reservada – neste comunicado – para as Nações Unidas. Aludindo à perseguição aos refugiados, o comunicado da FLEC-FAC afirma que “a mortalidade de homens, mulheres, velhos e crianças, caberá na inteira responsabilidade nas Nações Unidas, porque um refugiado não pode ser perseguido até ao limite do planeta, sem a proteção de ninguém”.

Ouça aqui na integra o comunicado da FLEC-FAC, lido por Afonso Zau.

Comunicado da FLEC-FAC

A Frente de Libertação do Enclave de Cabinda acusou hoje as Forças Armadas Angolanas (FAA) de terem matado três civis no território. “Três civis inocentes, incluindo um adolescente, não armados, foram mortos na quarta-feira, 24 de junho, pelos militares angolanos das FAA na vila de Macama-Nzila, próximo da fronteira com a República Democrática do Congo”, referiu o secretário-geral da FLEC-FAC, Jacinto António Télica.

Segundo o comunicado, os três civis foram “acusados, falsamente”, de pertencerem às Forças Armadas de Cabinda (FAC).

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