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China ganha ao Ocidente na oferta de bolsas a estudantes africanos

Rute Coelho

Pequim ofereceu 12.000 bolsas universitárias a estudantes africanos para o próximo ano académico, mais do que todos os países ocidentais em conjunto, relata o Financial Times na edição de hoje.

Segundo o Relatório Anual Global de Educação da UNESCO, a China ofereceu 12.000 bolsas universitárias a estudantes africanos para o próximo ano académico, para apoiar os seus estudos em universidades chinesas. Uma oferta superior à feita pelo conjunto dos países ocidentais, nota a notícia do Financial Times. Para se ter uma ideia, o governo do Reino Unido oferece cerca 1100 bolsas anuais a estudantes africanos, enquanto os governos alemão e francês oferecem cerca de 600 cada e os programas da União Europeia oferecem 300.

A análise do Financial Times é a de que esta é uma demonstração de poder leve feita pela China, juntamente com o investimento económico que faz em África, tem o seu efeito. “A ajuda chinesa é específica a nível regional e tende a ser definida pela estratégia de Uma Faixa, Uma Rota“, afirmou no artigo o Professor Simon Marginson, da Universidade de Oxford. “Uma das características da política da China, comparando com a do Reino Unido, é a continuidade a longo prazo”, enfatizou.

Enquanto no Reino Unido há uma tendência para “mudar de política de orçamento em orçamento e ainda mais se houver uma mudança de governo”, na China, o que acontece é que “continuará a aumentar o investimento nas bolsas universitárias a estudantes africanos por daqui a muitos anos”.

O artigo do Financial Times observa ainda que outros dois grandes competidores com a China na oferta de bolsas a estudantes africanos são a África do Sul e a Rússia, cada um a providenciar milhares. A Índia e a Turquia também estão entre os maiores doadores.

A China fundou uma rede global de Institutos Confúcio nas universidades, incluindo em África, tal como outras iniciativas para promover os intercâmbios no ensino e a aprendizagem de línguas. O programa Confúcio tem sido muito criticado nos Estados Unidos que alegam que a China faz vigilância dos estudantes abrangidos e que lhes restringe as suas liberdades académicas.

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