Chui Sai On: Governo não estava preparado para tufão Hato

por Arsenio Reis

O Executivo anunciou uma nova direção de serviços e contactos com Guangdong para aumentar dique do Porto Interior.

O chefe do Executivo de Macau, Chui Sai On, disse na quarta-feira que o Governo da região não estava preparado para enfrentar um desastre da dimensão do tufão Hato, o pior dos últimos 53 anos a atingir Macau, no passado dia 23, e que esteve na origem da morte de dez pessoas e da paralisação das principais infraestruturas básicas da cidade.

“Sem qualquer desastre, sem qualquer acontecimento, todos nós ficámos muito relaxados, sem aquela cautela, aquela precaução, para qualquer incidente, mas agora, com esta catástrofe, eu como chefe do Executivo e a minha equipa toda, posso considerar que prestámos o nosso melhor e [que] vamos considerar dar o nosso melhor para auxiliar a população”, disse.

“Esperamos num curto espaço de tempo ter tudo a funcionar de forma normal”, afirmou o líder do Governo, numa conferência de imprensa durante a qual foi anunciada a criação de uma nova direção de serviços para resposta a catástrofes e dadas a conhecer as diligências para a resolução das inundações que frequentemente afectam as zonas mais baixas da cidade – em particular, o Porto Interior.

Durante o tufão Hato, 29 por cento da área de Macau foi inundada e estima-se que as águas tenham subido até aos 5,5 metros no Porto Interior.

Chui Sai On adiantou que na próxima segunda-feira vai reunir-se com as autoridades da província de Guangdong para discutir o aumento da capacidade do dique existente na zona do Porto Interior – elevando o muro atual de uma altura de quatro metros para seis metros – e a proposta de construção de uma comporta entre Zhuhai e Macau, a implementar a longo prazo.

A secretária para Administração e Justiça, Sónia Chan, indicou também que uma nova estação elevatória vai ser construída no Porto Interior, para “atenuar ou mesmo impedir as inundações” naquela zona, nos casos de maré alta ou tufão. “Prevê-se que o concurso público para esta estação seja realizado na primeira metade do próximo ano”, disse.

Entretanto, o Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais irá instalar geradores de emergência nas atuais estações elevatórias para reforçar a sua capacidade de reposta às emergências durante as inundações.

Será também criada uma nova direção de “prevenção especializada, de resposta e trabalhos de acompanhamento após catástrofe natural ou incidentes de segurança”, com o nome provisório de Direção de Proteção Civil e de Coordenação de Contingência e sem data prevista.

O secretário para a Segurança, Wong Sio Chak, disse que a nova direção vai ficar sob a sua tutela, e que vai ficar responsável pelo Centro de Operações da Proteção Civil, o qual vai passar a chamar-se Centro de Proteção Civil e de Operações de Contingência. Apesar da entrada em funcionamento, em maio último, do centro de proteção civil na zona do Pac On, o secretário disse que, a longo prazo, é necessário construir um novo edifício do Centro de Proteção Civil e de Operações de Contingência na península de Macau, sem as limitações do primeiro, que está localizado na ilha da Taipa. 

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