Pedro Cardoso recebe prémio de gestão bancária

por Arsenio Reis

Pedro Cardoso, CEO do Banco Nacional Ultramarino, foi considerado pela revista britânica “World Finance” o melhor gestor bancário da Ásia, prémio que o deixou “bastante surpreendido” por pensar que estaria “apenas ao alcance de grandes organizações e não de um banco que opera num território relativamente pequeno como é o caso do BNU em Macau”. Em declarações ao PLATAFORMA, Cardoso explica que lhe foram comunicados como principais factores da decisão “as métricas de crescimento de negócio e de resultados do banco, no seu processo permanente de diferenciação dos outros players em Macau através da inovação no desenvolvimento de produtos, serviços e processos operativos”.

A restruturação que liderou no BNU estará diretamente ligada a este reconhecimento, pois sem ela “os resultados não teriam crescido”, realça o gestor, lembrando que “nos quatro anos anteriores” ao início desse processo “os resultados líquidos do banco decresceram em três e cresceram em apenas em um”. Após as mudanças que imprimiu, os resultados “cresceram consecutivamente durante cinco anos”, tendo hoje o banco um rácio de crédito vencido “bem inferior ao que tinha no ponto de partida” e um rácio de custos sobre receitas que “ronda os 30 por cento, valor alinhado com as melhores práticas internacionais”.

Apesar do caráter nominal do prémio, Cardoso lembra que “a evolução da organização reflete o trabalho de uma equipa” que tem “cerca de 500 excelentes profissionais”. E é “a todos eles que o prémio é atribuído”. Estabelecido em Macau há 115 anos, e presente na China Continental há 11 anos, o BNU “é um banco muito respeitado” e “tem sido distinguido regularmente pelas autoridades e por publicações locais e internacionais pelo seu papel de banco comercial, banco emissor e na componente de responsabilidade social”. O papel que exerce na “ligação da China a outras áreas do mundo, em particular aos países de língua portuguesa, em que o Grupo CGD tem uma presença absolutamente ímpar” é já “bem visível”, considera Cardoso, embora admita que este prémio possa “trazer uma visibilidade adicional que não deixaremos de aproveitar para aportar maior valor ao nosso acionista”. 

Paulo Rego

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