Indústrias ambientais em contato permanente

por Arsenio Reis

O Fórum e Exposição Internacional de Cooperação Ambiental de Macau decorre até domingo. Lança esta tarde uma bolsa de negócios virtual que vai ficar disponível em permanência.

O Instituto de Promoção do Comércio e Investimento de Macau (IPIM) lança esta tarde uma plataforma online que, pela primeira vez, vai pôr em contacto de forma permanente empresas da área ambiental e administrações públicas, com vista a facilitar negócios entre particulares mas também aquisições públicas. A bolsa virtual, com o nome Green Exchange, vai acolher registos de entidades públicas e empresas do Grande Delta do Rio das Pérolas e também da União Europeia, além dos países de língua portuguesa.

O novo portal é uma das iniciativa apresentadas no Fórum e Exposição Internacional de Cooperação Ambiental (MIECF, na sigla inglesa), que se realiza até domingo no espaço de convenções do Venetian, na zona do Cotai, com a participação de 450 expositores de 17 regiões e países diferentes, incluindo Portugal e Brasil, e as nove províncias chinesas incluídas na chamada zona do Grande Delta. A República Checa tem este ano também especial destaque, com um pavilhão próprio para apresentar as suas empresas.

“[A Green Exchange] é uma plataforma não só destinada aos dias em que se realiza a feira. Depois do evento vai continuar a funcionar”, explicou Jackson Chang, presidente do IPIM, que co-organiza o evento juntamente com a Direção dos Serviços de Proteção Ambiental (DSPA). A bolsa permanente de contatos foi criada pelo IPIM em cooperação com a Associação da Indústria de Proteção Ambiental de Guangdong, Câmara de Comércio Europeia em Hong Kong e por várias organizações da mesma área de Macau. Está alojada em bm.ipim.gov.mo.

Com uma década de edições, o MIECF faz balanço da atividade gerada. De acordo com os dados avançados pelo IPIM, desde 2008 o evento permitiu a realização de mais de quatro mil bolsas de contato que resultaram na assinatura de 241 projetos de cooperação, 99 dos quais envolvendo investimento de capital. A maior parte (mais de 80 por cento), indicou Jackson Chang na passada segunda-feira, envolveu a participação de empresas de Macau. O volume de investimento gerado não é divulgado pela organização.

O fórum e feira deste ano mantém a mesma área de exposição de anos anteriores, 16,900 metros quadrados, bem como o mesmo orçamento, estimado em 25 milhões de patacas, suportado na totalidade pelos cofres públicos de Macau.

Ao nível dos apoios institucionais, o evento recebe este ano pela primeira vez como parceiro o Ministério da Indústria e Tecnologias da Informação da China, mantendo as colaborações com os ministérios da Proteção Ambiental e da Ciência e Tecnologia. A nova parceria vai traduzir-se este ano na introdução de uma área de exposição de tecnologias inovadoras de proteção ambiental. Também as empresas de indústrias ambientais de Pequim estarão representadas num pavilhão próprio.

À semelhança de anos anteriores uma das atividades de destaque no evento de Macau é a realização de fóruns de discussão, que este ano abordam o impacto das metas ambientais acordadas internacionalmente nas políticas económicas dos países e a conversão das indústrias para modelos de produção mais sustentáveis do ponto de vista ecológico. Achim Steiner, ex-diretor executivo do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, é um dos convidados, participando esta tarde, pelas 14h30, num painel que debaterá casos concretos de reconversão tecnológica industrial com moderação de um especialista da Universidade Tsinghua.

Entre os participantes nas sessões estão também o secretário de Estado português do Ambiente, Carlos Martins, e o presidente da Agência Portuguesa do Ambiente, Nuno Lacasta. O Brasil traz também representantes ao fórum.

Maria Caetano

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