FÓRUM MACAU COM “ESPAÇO PARA MELHORAR” - Plataforma Media

FÓRUM MACAU COM “ESPAÇO PARA MELHORAR”

 

Organismo deve promover “melhor cooperação e articulação intergovernamental”, diz Vitor Sereno, delegado de Portugal junto ao Secretariado Permanente do Fórum Macau.

 

Rita Santos deixa o cargo de secretária-adjunta geral do Secretariado Permanente do Fórum Macau já em março e “vai deixar saudades”, diz Vítor Sereno, cônsul-geral de Portugal em Macau e Hong Kong. “É uma força da natureza”, observa o também delegado de Lisboa junto ao secretariado. E justifica: a responsável “muito contribuiu para o engrandecimento e visibilidade desta instituição”.

O nome que se segue ainda não é conhecido. Mas, de acordo com vários meios de comunicação social da região, poderá ser Echo Chan, atual vogal executiva do Instituto de Promoção para o Comércio e Investimento de Macau (IPIM). O Plataforma Macau contactou durante a semana a responsável, que não confirmou a nomeação, realçando que “neste momento não é conveniente fazer comentários”.

E quais os desafios que a nova equipa terá em mão?

Vítor Sereno começa por fazer um balanço positivo dos 12 anos de existência do Fórum Macau. “Consolidou uma base firme de cooperação”, realça, admitindo, porém, que há “espaço para melhorar”, nomeadamente na “identificação dos interesses comuns e específicos” de cada país membro.

O Fórum, sublinha Sereno, “deverá continuar a identificar formas inovadoras e criativas para incentivar e dinamizar o intercâmbio económico e cultural entre os países de língua portuguesa e a China”. Uma “melhor cooperação e articulação intergovernamental” e mais proatividade na dinamização dos acordos celebrados são algumas das sugestões do delegado de Portugal.

 

CENTROS PERMITEM “ACESSO MAIS ÁGIL” AO MERCADO CHINÊS

 

A criação dos três centros de cooperação entre a China e os PLP, anunciados pelo Governo chinês durante a quarta conferência ministerial, é um passo que deve ser dado “neste trabalho de transformar Macau em plataforma”, nota Rita Santos em entrevista ao jornal.

Vítor Sereno acredita que estes três centros poderão contribuir para que as empresas portuguesas tenham “um acesso mais ágil ao gigantesco mercado chinês”, com a multiplicação de oportunidades de negócio, maior promoção da oferta nacional e de canais logísticos e comerciais.

O representante de Portugal destaca o Centro de Distribuição de Produtos Alimentares, que  vai constituir uma “montra de grande visibilidade para a oferta alimentar e, simultaneamente, um interface para agregação e comercialização destes produtos”. Além deste centro, está prevista ainda a criação do Centro de Serviços Comerciais para as Pequenas e Médias Empresas e o Centro de Convenções e Exposições para a Cooperação Económica e Comercial.

Recorde-se que os três centros de cooperação entre a China e os países de língua portuguesa, cuja implementação está a cargo do IPIM, vão ter uma plataforma online já no primeiro trimestre de 2015.

“Face à relevância deste projeto e à mais-valia que poderá trazer para os agentes económicos portugueses, a AICEP (Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal) Macau, sob a nossa orientação, tem vindo nos últimos meses a colaborar estreita e ativamente com o IPIM, no sentido de apoiar a estrutura e desenho da Plataforma Estratégica”, conclui Vítor Sereno.

 

“CHINA SOUBE RECONHECER O NOSSO PAÍS COMO UM PARCEIRO ESTRATÉGICO”

 

Portugal é o terceiro parceiro comercial da China entre os PLP e as relações económicas, políticas e comerciais de Lisboa e Pequim estão a passar por um “excelente momento”, reconhece o cônsul-geral português.

“A República Popular da China soube reconhecer o nosso país como um parceiro estratégico assim como Portugal foi dos países europeus, aquele que também mais cedo reconheceu o papel da China no panorama internacional atual”.

O diplomata português diz ainda que, no quadro desta colaboração “Portugal poderá tentar tirar partido da aparente abertura manifestada pela China relativamente ao estabelecimento de mecanismos de cooperação trilateral nos países africanos lusófonos e Timor”.

 

Catarina Domingues

 

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