Diversas outras localidades da ilha do Fogo estavam ameaçadas pela lava.
Portela e Bangaeira foram apagadas do mapa pela lava que jorra há 15 dias dos vários cones vulcânicos de Chã das Caldeiras, na ilha cabo-verdiana do Fogo, confirmou fonte do Governo de Cabo Verde.
Segundo Aleida Monteiro, do gabinete de comunicação governamental, que se encontra em São Filipe, a principal cidade da ilha, a lava, após descer de Portela para Bangaeira em quatro frentes, unificou-se e criou uma nova, de 300 metros de largura, que segue tendencialmente em direção a Monte Velha, a norte.
Todo o casario de Bangaeira está rodeado pela lava e, em Portela, permanecem de pé as paredes da Adega Cooperativa de Chã das Caldeiras, que, nas palavras de Aleida Monteiro, está “ilhada”, uma vez que a torrente entrou pelas traseiras do edifício e parou e, na parte da frente, estacou a poucos metros da entrada principal.
Se Monte Velha for atingida pela lava, a torrente ganhará novamente velocidade, dado o elevado desnível, tendo pela frente as pequenas localidades de Pai António, Feijoal e Fonsaco, que “muram” a segunda maior cidade da ilha do Fogo, Mosteiros, igualmente sede de concelho, já junto ao mar.
“Mas tudo é ainda muito incerto”, insistiu Aleida Monteiro, que adiantou que a equipa de especialistas está a monitorar, minuto a minuto, a atividade eruptiva e a direção da lava, havendo dois postos de observação no terreno.
A população de Portela e de Bangaeira, estimada em cerca de 1.500 habitantes, foi evacuada ao longo da primeira semana de atividade vulcânica, não havendo, até ao momento, qualquer vítima.
Desde sábado à tarde que se intensificou a lava saída dos vários cones vulcânicos de Chã das Caldeiras, o planalto que serve de “base” aos vários cones vulcânicos no “coração” da conhecida também por “Ilha do Vulcão”.
O centro do planalto está praticamente coberto de lava, que, nalguns pontos, atinge os oito metros de altura, tendo obstruído também a única estrada de acesso quer a Portela quer a Bangaeira.