POLÍCIA DESMANTELA OCCUPY CENTRAL - Plataforma Media

POLÍCIA DESMANTELA OCCUPY CENTRAL

 

Os líderes estudantis Joshua Wong e Lester Shum figuram entre os mais de 100 detidos, esta semana, durante uma operação de desmantelamento de barracicadas do movimento Occupy Central em Mong Kok, Hong Kong.

As detenções foram confirmadas pelos representantes da Federação de Estudantes de Hong Kong, uma das três organizações por detrás das manifestações que cumprem há 62 ocupam partes significativas do centro daquela Região Administrativa Especial chinesa.

Joshua Wong, que foi capa da revista Time no início das manifestações, é o líder do movimento estudantil Scholarism, que junta estudantes do ensino secundário, enquanto Lester Shum é um dos secretários da Federação de Estudantes de Hong Kong, a qual liderou as conversações com o Governo durante os protestos.

Ambas as organizações são chave no movimento que vive atualmente um dos momentos mais complicados depois de mais de dois meses de intensos protestos.

Milhares de polícias e dezenas de agentes judiciais continuam numa operação, iniciada na terça-feira, de execução de uma ordem judicial para acabar com barricadas e acampamentos de manifestantes numa zona do bairro de Mong Kok.

Até agora, a operação resultou em mais de 100 detidos e em pelo menos 20 feridos.

Os manifestantes recusam-se a acatar as ordens polícias e abandonar a Nathan Road, uma artéria da península de Kowloon, onde centenas de tendas continuavam montadas esta manhã apesar de terem sido, na sua maioria, desmanteladas.

A polícia tenta travar os avanços dos manifestantes ao longo da rua, estando os manifestantes a perder terreno pouco a pouco, apesar de oferecerem resistência em abandonar a zona.

A operação de Mong Kok, considerada de alto risco, prevê o desmantelamento do acampamento montado na Nathan Road, onde centenas de tendas ocupam um troço de mais de meio quilómetro da rua, uma das grandes artérias da península de Kowloon.

O bairro de Mong Kok, densamente povoado e onde se concentra grande atividade comercial e turística da antiga colónia britânica, foi palco dos mais violentos confrontos desde o início dos protestos.

Com o apoio popular ao movimento a baixar, os manifestantes instalados no bairro recusam-se a deixar as ruas quando se cumprem hoje 62 dias desde o início dos protestos, sem precedentes, desde que a transferência de Hong Kong para a China, em 1997.

 

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