UNITYGATE QUER DESENVOLVER PROJETO DE VÍDEODANÇA COM MACAU - Plataforma Media

UNITYGATE QUER DESENVOLVER PROJETO DE VÍDEODANÇA COM MACAU

 

O projeto Unitygate, plataforma de intercâmbio cultural entre Portugal e Macau, planeia realizar no próximo ano uma produção conjunta de vídeodança para ser apresentada em festivais internacionais.

 

Criado há cerca de quatro anos, o Unitygate, que conta com iniciativas culturais realizadas em Macau, pretende aprofundar a cooperação com o território, aliando a dança ao vídeo, através do desenvolvimento de uma produção cinematográfica com parceiros locais, disse ao Plataforma Macau o músico e realizador Luís Fernandes, ligado a este projeto.

“Estamos a tentar desenvolver a parte audiovisual, a parte da vídeodança e um dos projetos que pretendemos desenvolver no próximo ano é precisamente alargar o intercâmbio entre Macau e Portugal a este nível, promovendo a criação cinematográfica no campo da dança, exibindo depois o trabalho final nos dois locais”, explicou.

Luís Fernandes aproveitou uma deslocação recente a Macau com o grupo musical Cantos do Mar, que integra como percussionista, para estabelecer contactos no sentido de viabilizar este projeto do Unitygate. “A ideia é potenciar a criação em Macau com os artistas locais, com os bailarinos envolvidos no projeto Unitygate e depois trabalhar com entidades locais ligadas ao cinema para que sejam criadas em conjunto narrativas”, apontou o músico e realizador ao acrescentar que se procurará depois levar o produto final a vários festivais de cinema. O Unitygate foi criado por Sandra Battaglia, diretora-geral da companhia de dança portuguesa Amálgama, para promover a criatividade, a troca de conhecimentos e competências no desenvolvimento artístico e pessoal, numa aprendizagem contínua com e através da arte, procurando criar sinergias entre diferentes culturas. No âmbito deste projeto pluridisciplinar e multicultural, que se propõe cruzar a tradição com a contemporaneidade, Macau tem sido palco de vários workshops e espetáculos. Este ano, a iniciativa teve lugar em junho com aulas de dança, vídeo, fotografia, representação e marionetas, tendo seguido depois para a Suécia, em agosto, e para Portugal, em setembro. O projeto quer alargar-se a outros países do oriente e do ocidente.

 

Patrícia Neves

 

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