ÓDIO E PRECONCEITO PÓS ELEITORAL - Plataforma Media

ÓDIO E PRECONCEITO PÓS ELEITORAL

 

Na noite de domingo, quando começaram a ser divulgados os resultados da eleição presidencial, o número de denúncias de páginas preconceituosas que difundem mensagems de ódio contra parte dos eleitores, como os nordestinos, cresceu 342% em relação à primeira volta.

Na avaliação do presidente da ONG Safernet, entidade que monitora violações de direitos humanos na web, há um aumento do número de páginas criados por grupos de extrema direita que se aproveitam do acirramento do debate eleitoral para impulsionar mensagens de ódio.

Um dos principais alvos são os moradores do Nordeste, região do país em que a presidenta Dilma Rousseff recebeu o maior volume de votos nas eleições.

“Parabéns ao povo do Nordeste que vota no PT e depois vai pra SP governado pelo PSDB buscar uma vida melhor! Povo hipócrita!”, escreveu uma internauta no Twitter que declarou o voto no candidato do PSDB com a hashtag #EuVoteiAécio45.  “Aécio vai perder por causa do Nordeste, depois não querem sofrer bulling”, escreveu  outro usuário do microblog.

Estes exemplos fioram citados pelo portal Tribuna do Ceará, região que teve a maior densidade de votos em Dilma Rousseff.

 

ROBOTS E GRUPOS NEONAZIS

A Safernet identificou que novos perfis falsos no Facebook e no Twitter foram criados desde a noite de domingo para disseminar mensagens de segregação. Alguns usam espécies de “robots” para  retuitar os seus próprios perfis e ampliar o alcance das postagens.

“Já temos evidências concretas que nos permitem afirmar que existem células neonazistas se aproveitando do momento para impulsionar mensagens segragacionistas para impulsionar uma agenda baseada em princípios e pospostas segregacionistas como dividir o Norte e o Sul do país”, apontou Thiago Tavares, em declarações à Agência Brasil

Tavares alertou que eleitores inconformados com o resultado das urnas devem ficar atentos para não fortalecer nem legitimar o discurso de ódio ao compartilhar mensagens na rede.

“Isso é muito perigoso porque a gente sabe quem em meio a essas células neonazistas existem fanáticos que estão dispostos a se tornar mártires por esse tipo de causa”, disse.

 

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