EX-GUERRILHEIROS NO PODER - Plataforma Media

EX-GUERRILHEIROS NO PODER

 

Com a vitória de Dilma, mantêm-se no poder na América Latina cinco Presidentes que foram antigos guerrilheiros de extrema-esquerda, quatro dos quais eleitos em atos democráticos.

A exceção à norma democrática é Raul Castro, o Presidente cubano, combatente do exército rebelde, dirigido pelo seu irmão, Fidel, que derrubou Fulgêncio Batista, em 01 de janeiro de 1959.

Dilma Rousseff, 66 anos, reeleita no domingo Presidente do Brasil, integrou o o Comando de Libertação Nacional (Colina) e a Vanguarda Armada Revolucionária Palmares (VAR-Palmares). A Presidente brasileira passou quase três anos presa, entre 1970 e 1972, e foi torturada.

Entre as suas ações, a VAR-Palmares protagonizou a chamada expropriação do “cofre do Adhemar”, quando roubou 2,8 milhões de dólares guardados na casa de Anna Capriglione, secretária e amante de Adhemar de Barros, então governador de São Paulo.

No vizinho Uruguai, o invulgar Presidente José Mujica (1), 79 anos, foi um dos mais conhecidos militantes do movimento Tupamaros, que combateu a ditadura militar e civil instaurada entre 1973 e 1985. Mujica passou 14 anos na cadeia, depois dos Tupamaros terem ocupado a cidade de Pando, a apenas 32 quilómetros de Montevideu.

Em El Salvador, o Presidente Salvador Sánchez Cerén (2), 70 anos, integrou várias organizações de esquerda e de extrema-esquerda, antes de aderir à Frente Farabundo Martí para a Libertação Nacional (FMLN), da qual fez parte do seu comando geral, com o pseudónimo “Comandante Leonel González”.

Na mesma região, Daniel Ortega (3) preside à Nicarágua depois de ter sido um dos principais dirigentes da Frente Sandinista de Libertação Nacional que derrubou Anastasio Somoza, em 1978.

Derrotado, o vice-Presidente do Brasil proposto pela campanha de Aécio Neves, o senador Aloysio Nunes Ferreira Filho (4), é um outro conhecido ex-guerrilheiro. Ele fez parte da Ação Libertadora Nacional, a maior organização armada no combate à ditadura instaurada no Brasil em 1964, dirigida pelo ex-deputado Carlos Marighella, fuzilado em 1969, e pelo jornalista Joaquim Câmara Ferreira, morto na tortura em 1970.

 

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