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CONGRESSO DE ENGENHEIROS LUSÓFONOS VAI REUNIR GOVERNANTES PARA DISCUTIR COOPERAÇÃO

 

Entre 27 e 28 de novembro, Macau vai acolher o 2.º Congresso de Engenheiros de Língua Portuguesa, que reunirá ministros, empresários e profissionais lusófonos para debaterem formas de cooperação em áreas como o ambiente, energia e obras públicas.

 

A segunda edição do Congresso de Engenheiros de Língua Portuguesa, dedicado ao tema “A Engenharia como Fator Decisivo no Processo de Cooperação”, deverá reunir cerca de 800 participantes, a maior parte lusófonos, de acordo com António Trindade, da Associação dos Engenheiros de Macau e que integra a comissão organizadora.

No evento, para o qual as inscrições ainda estão abertas, está prevista a presença de ministros de vários países de língua portuguesa com pastas como o Ambiente, Energia e Obras Públicas, bem como bastonários de ordens dos engenheiros, empresários e profissionais da engenharia da lusofonia e da China, segundo o mesmo responsável.

O congresso, co-organizado pela Associação dos Engenheiros de Macau e pelo Governo local e que terá lugar no hotel Venetian, entre os dias 27 e 28 de novembro, contará com 12 sessões relacionadas com a cooperação na área das políticas sociais e económicas. Energias renováveis, agricultura e floresta, reconhecimento de qualificações, as cidades do futuro, telecomunicações, mobilidade, água e resíduos são alguns dos principais temas que serão debatidos.

O objetivo é, segundo a organização, “estabelecer uma plataforma de comunicação na engenharia no âmbito dos países e territórios que têm o português como língua oficial”.

Procurando explorar o papel de Macau como plataforma entre a China e os países de língua portuguesa e a experiência intercultural

secular do território, o evento vai debater oportunidades de cooperação multilateral, não só entre o bloco lusófono, como também com a segunda economia mundial, nomeadamente com as províncias chinesas que, com as Regiões Administrativas Especiais chinesas, formam a região do Delta do Rio das Pérolas.

Este congresso ocorre quando a China está a avaliar cerca de 50 projetos candidatos ao Fundo de Cooperação para o Desenvolvimento de 1000 milhões de dólares, destinado a investimentos partilhados na construção de infraestruturas, transportes, telecomunicações, energia, agricultura e recursos naturais.

Paralelamente a este encontro de engenheiros lusófonos está prevista a realização do Congresso 9+2, onde estarão presentes entidades políticas e económicas das nove províncias chinesas.

O primeiro Congresso de Engenheiros de Língua Portuguesa teve lugar em Lisboa, em 2012, e teve como tema “A Engenharia como Fator Decisivo no Processo de Desenvolvimento”.

A terceira edição está prevista ter lugar em Maputo (Moçambique), em 2016.

 

P.N.

 

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