HÁ ESPAÇO NA PLATAFORMA - Plataforma Media

HÁ ESPAÇO NA PLATAFORMA

A entrada de empresários chineses e lusófonos pode ajudar à diversificação da economia de Macau, admite a secretária-geral adjunta do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa.

O Fórum Macau pode ser uma peça fundamental na diversificação da economia da região, disse ao Plataforma Macau a secretária-geral adjunta da entidade, Rita Santos:  “Não podemos depender 100% da indústria do jogo, precisamos de diversificar e, com o esforço de empresários, acredito que possamos ter esse papel”, explica, referindo-se à utilização de Macau como plataforma para empresas lusófonas e chinesas, em diferentes ramos de atividade, como fator dinamizador da economia local.
Rita Santos garante aos empresário que queiram vir para Macau que há oportunidades e áreas por explorar. O Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa, criado em 2003, “já não abarca apenas o âmbito económico e financeiro”, nota a responsável, que considera haver espaço para mais investimento nas áreas da cultura, saúde, desenvolvimento dos recursos humanos ou educação.
O economista Albano Martins admite que este mecanismo de cooperação possa contribuir para a diversificação económica da Região: “O Fórum é um veículo motor para o comércio e investimento. Claro que a diversificação acabará por fazer-se, porque esses países vão estar representados em Macau e terão os seus empreendedores a passar por cá”. Porém, o especialista lamenta que, à exceção de negócios de exportação e importação, não haja investimento por parte de empresas de Macau nos países lusófonos.
“A dinamização da economia local via Países de Língua Portuguesa é o principal aspeto do Fórum”, reconhece Albano Martins, que considera a possibilidade de “através dessa plataforma se dinamizar também as economias à volta da região” do Delta do Rio das Pérolas.
Macau representa a possibilidade de chegar a dois mundos: por um lado, “os empresários de Macau têm servido de consultores para ajudar empresários da China a sairem para o exterior”; por outro, “há cada vez mais interesse dos Países de Língua Portuguesa em utilizarem Macau como plataforma e ponto de ligação para o interior da China”, acrescenta Rita Santos. “Temos construído um alicerce muito forte”, defende, fazendo um balanço positivo dos dez anos do Fórum Macau.

Catarina Domingues

Este artigo está disponível em: 繁體中文

Assine nossa Newsletter