Segundo a Junta da Andaluzia, as vítimas mortais, aparentemente de nacionalidade britânica, ignoraram os percursos de evacuação definidos pelos serviços de emergência e tentaram escapar por um caminho alternativo junto a uma ravina e ao leito de um rio, acabando por ficar cercadas pelas chamas.
Alguns dos corpos foram encontrados no interior de veículos, enquanto outros pertencem a pessoas que abandonaram os carros na tentativa desesperada de escapar a pé.
“O caminho alternativo transformou-se numa verdadeira armadilha”, afirmou o conselheiro da Presidência, Saúde e Emergências da Junta da Andaluzia, Antonio Sanz, citado pela imprensa espanhola. “É fundamental que, em situações como esta, a população siga sempre as indicações das autoridades.”
Os quatro feridos mais graves sofreram queimaduras severas e estão a ser transferidos para o Hospital Virgen del Rocío, em Sevilha, enquanto os restantes recebem tratamento em unidades hospitalares da região.
O incêndio começou na quinta-feira em Los Gallardos e propagou-se rapidamente até ao município de Bédar, numa zona caracterizada por relevo acidentado, ravinas profundas e numerosas habitações isoladas dispersas pela floresta. Segundo as autoridades, a velocidade de propagação das chamas dificultou significativamente as operações de combate ao fogo e de evacuação.
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As primeiras investigações apontam para que o incêndio tenha sido provocado pela queda de um poste elétrico. Até ao momento, cerca de mil pessoas foram retiradas das suas casas. Destas, mais de uma centena permanece instalada em centros de acolhimento improvisados em Lubrín e Garrucha.
O fogo já consumiu cerca de 3.150 hectares. No terreno estão mobilizados 464 operacionais, apoiados por 124 veículos, 21 equipas especializadas de combate a incêndios e vários meios aéreos, que continuam a tentar controlar as frentes mais ativas.
A dificuldade de acesso a algumas áreas, devido ao terreno montanhoso, impede a entrada de maquinaria pesada em parte do perímetro, obrigando os bombeiros a combater as chamas manualmente.
Perante a dimensão da tragédia, o rei de Espanha, Filipe VI, manifestou pesar pelas vítimas e enviou condolências às famílias afetadas. “Expressamos a nossa tristeza e solidariedade para com os familiares dos falecidos e todos os que foram atingidos por esta tragédia”, escreveu a Casa Real espanhola.