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Mundial 2026 entra nos quartos-de-final entre surpresas e despedidas. Como ficou aberta a corrida pelo título

Os oitavos-de-final do Campeonato do Mundo eliminaram Brasil e Portugal e deixaram apenas oito seleções na luta pelo título. A despedida de Neymar da seleção e o futuro internacional de Cristiano Ronaldo acrescentam uma nova dimensão a um torneio marcado pelas surpresas

Xinhua

A luta pelo título do Campeonato do Mundo ficou reduzida a oito seleções, depois de uns oitavos-de-final marcados por surpresas, reviravoltas e despedidas de algumas das maiores figuras do futebol mundial.

A Noruega protagonizou o maior choque da eliminatória ao vencer o Brasil por 2-1, com Erling Haaland a marcar os dois golos nos minutos finais. Orjan Nyland defendeu uma grande penalidade de Bruno Guimarães nos primeiros minutos, antes de Haaland bisar nos derradeiros 11 minutos da partida e garantir à Noruega a primeira presença nos quartos-de-final de um Campeonato do Mundo.

Endrick desperdiçou igualmente uma oportunidade flagrante, rematando ao lado quando tinha apenas Nyland pela frente. O resultado ditou a eliminação mais precoce do Brasil num Mundial desde a derrota frente à Argentina, em 1990. Neymar, que marcou de grande penalidade já perto do final do encontro, anunciou posteriormente a retirada da seleção brasileira, encerrando uma carreira internacional de 16 anos na qual se tornou o melhor marcador da história do Brasil.

Também a sexta e última participação de Cristiano Ronaldo num Campeonato do Mundo terminou nos oitavos-de-final, com o suplente Mikel Merino a marcar nos instantes finais e a dar à Espanha uma vitória por 1-0 sobre Portugal. A Espanha desfez o nulo aos 91 minutos, quando Fabián Ruiz encontrou Ferran Torres, que assistiu Merino para um remate certeiro perante Diogo Costa.

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Ronaldo teve poucas oportunidades para aumentar a conta dos seus três golos no torneio. O avançado de 41 anos, jogador com mais internacionalizações e melhor marcador da história de Portugal, não confirmou o fim da sua carreira internacional.

A Argentina protagonizou a recuperação mais dramática desta fase da competição, ao passar de uma desvantagem de 2-0 aos 79 minutos para uma vitória por 3-2 frente ao Egito. Cristian Romero iniciou a reviravolta com um golo de cabeça, antes de Lionel Messi compensar uma grande penalidade falhada anteriormente ao marcar o seu oitavo golo no torneio e o 21.º em Campeonatos do Mundo, alargando o seu próprio recorde.

Enzo Fernández completou a recuperação já em tempo de compensação, também de cabeça, garantindo um duelo com a Suíça nos quartos-de-final.

Marrocos confirmou o seu crescente estatuto ao derrotar o Canadá por 3-0, em Houston, com dois golos de Azzedine Ounahi. O campeão africano tornou-se a única seleção do continente a atingir os quartos-de-final, fase em que irá defrontar a França.

Em Filadélfia, Kylian Mbappé converteu uma grande penalidade na segunda parte – o seu sétimo golo neste Mundial – e deu à França uma vitória por 1-0 sobre um resistente Paraguai.

A Inglaterra também passou por dificuldades, derrotando o México por 3-2, apesar de ter jogado grande parte da segunda parte com 10 jogadores, na sequência da expulsão de Jarell Quansah.

Jude Bellingham marcou dois golos, enquanto Julián Quiñones e Raúl Jiménez marcaram para o México, antes e depois de uma grande penalidade convertida por Harry Kane. A seleção inglesa conseguiu segurar a vantagem, acabando com a esperança mexicana de alcançar os quartos-de-final de um Mundial pela primeira vez desde 1986.

Em Seattle, Charles De Ketelaere marcou dois golos e fez uma assistência na vitória da Bélgica por 4-1 sobre os Estados Unidos. Hans Vanaken também marcou, antes de Romelu Lukaku selar o resultado em tempo de compensação, confirmando o duelo dos belgas com a Espanha.

A Suíça completou o lote dos oito finalistas ao derrotar a Colômbia por 4-3 no desempate por grandes penalidades, depois de 120 minutos sem golos, em Vancouver.

Davinson Sánchez e Cucho Hernández falharam os seus remates no desempate, antes de Ruben Vargas converter a grande penalidade decisiva e garantir à Suíça a primeira presença nos quartos-de-final de um Campeonato do Mundo desde 1954.

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