“É o fim do ciclo. É importante agora ter outra vez… é legítimo que o presidente possa escolher o seu selecionador. Agradeço todo o apoio que me deram”, afirmou Martínez, visivelmente emocionado.
O espanhol sucedera a Fernando Santos após o Mundial do Qatar, iniciando um percurso que durou três anos e meio e ficou marcado por uma renovação geracional progressiva e por bons indicadores na fase de qualificação, mas que terminou de forma prematura na fase a eliminar do Campeonato do Mundo. A derrota frente à Espanha acabou por acelerar uma decisão que já vinha a ser equacionada nos bastidores da Federação Portuguesa de Futebol, agora presidida por Pedro Proença.
A sucessão está praticamente definida e o escolhido é Jorge Jesus. O treinador português, de 71 anos, é o nome forte do presidente da FPF para liderar a Seleção no novo ciclo competitivo, que terá como grandes objetivos o Euro 2028 e o Mundial 2030, competição que Portugal irá coorganizar com Espanha e Marrocos.
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Jorge Jesus encontra-se livre no mercado depois de ter deixado o Al Nassr no final da última temporada e deverá reunir-se com Pedro Proença nos próximos dias, assim que a comitiva nacional regressar a Portugal, para acertar os termos do contrato. A aposta recai num treinador experiente, com forte personalidade e um historial vasto no futebol português e internacional, visto como capaz de liderar um grupo em transição e de preparar a Seleção para os grandes palcos que se avizinham.
Fecha-se, assim, o capítulo de Roberto Martínez à frente da Seleção Nacional e abre-se um novo ciclo, agora com Jorge Jesus, num momento de redefinição estratégica do projeto desportivo português, num horizonte marcado por competições de enorme visibilidade e responsabilidade para o futebol nacional.