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Provedor timorense defende maior compromisso da CPLP com os direitos humanos. O que está em causa aos 30 anos da organização

O provedor dos Direitos Humanos e da Justiça de Timor-Leste defende que a CPLP deve assumir uma posição mais firme na defesa dos direitos humanos. Três décadas após a criação da organização, considera que a sua credibilidade internacional depende da coerência entre os princípios fundadores e a atuação dos Estados-membros

Lusa

O provedor dos Direitos Humanos e da Justiça de Timor-Leste defendeu que os países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa devem estar mais comprometidos com os direitos humanos para a organização ter mais firmeza perante o mundo.

Em declarações à Lusa, por ocasião do 30.º aniversário da criação da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), Virgílio Guterres disse que os Estados-membros da CPLP têm de estar comprometidos com os princípios da organização, que passam também pela democracia, boa governação e direitos humanos.

“E não é só um compromisso coletivo, porque todos os Estados-membros da CPLP são Estados que saíram de uma luta contra o colonialismo e têm o compromisso de provar ao seu povo que a independência é melhor do que o colonialismo”, salientou Virgílio Guterres.

E, continuou o provedor, um dos esforços da “missão sagrada” desses países é “marcar a sua firmeza perante as violações de direitos humanos”.

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“São esses os princípios que nortearam a luta de todos os membros da CPLP. Então, agora, como já alguns comemoraram 50 anos da independência, temos de fazer esta pergunta: estamos a cumprir as nossas promessas ao nosso povo ou não? Só assim é que a CPLP pode garantir a sua firmeza perante o mundo como uma plataforma que contribui para a paz mundial”, salientou.

Caso contrário, a CPLP será “meramente uma plataforma de troca de ideias, de troca de sentimentos, de saudosismos”, acrescentou.

Virgílio Guterres disse também esperar que os governantes tenham sensibilidade para sentir as mudanças globais, lembrando que muitos paradigmas estão obsoletos.

Apesar disso, afirmou estar otimista, porque, apesar das situações menos positivas que afetam países da CPLP, há “esforço” e a “luta continua” para a defesa dos direitos humanos e dos princípios da democracia.

A CPLP foi criada, em Lisboa, em 17 de julho de 1996 por Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé Príncipe.

Timor-Leste aderiu à organização em 2002, após a restauração da independência, em 20 de maio do mesmo ano, e a Guiné Equatorial aderiu em 2014 na cimeira da Díli.

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