Arrancou na manhã de sábado, em Xining, o Encontro de Cooperação Comercial e Cultural Qinghai–Macau–Países de Língua Portuguesa, iniciativa integrada na 18.ª Semana Cultural da China e dos Países de Língua Portuguesa.
Sob o lema “Lusofonia na Rota da Seda, Qinghai e Macau brilham juntos”, o evento reuniu mais de 300 participantes, entre responsáveis governamentais, empresários e representantes culturais da província de Qinghai, de Macau e dos Países de Língua Portuguesa.
A iniciativa é organizada conjuntamente pelo Governo da Província de Qinghai e pelo Secretariado Permanente do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa (Fórum de Macau).
À margem do encontro, o secretário do Comité Provincial de Qinghai do Partido Comunista da China, Wu Xiaojun, e o governador da província, Luo Dongchuan, receberam as delegações participantes.
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Na cerimónia de abertura, o vice-presidente do Comité Nacional da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês, Ho Hau Wah, defendeu o aprofundamento da cooperação entre Qinghai, Macau e os Países de Língua Portuguesa através de três eixos:
Reforçar o alinhamento estratégico para promover a internacionalização dos produtos de Qinghai, utilizar a Semana Cultural como plataforma para intensificar os intercâmbios culturais e consolidar mecanismos de cooperação de longo prazo que permitam potenciar o papel de Macau como plataforma entre a China e os países lusófonos, em articulação com a estratégia de abertura da província de Qinghai.
Wu Xiaojun afirmou que a realização da Semana Cultural pela primeira vez no oeste da China representa simultaneamente uma concretização da iniciativa “Uma Faixa, Uma Rota” e uma oportunidade para reforçar a abertura internacional de Qinghai.
A província pretende aproveitar esta iniciativa para criar novos canais de cooperação económica e comercial, reforçar a integração industrial, promover o financiamento, aproximar os povos e consolidar novas ligações com Macau e os Países de Língua Portuguesa, segundo o responsável.
Também o embaixador de Cabo Verde na China, Arlindo do Rosário, destacou áreas com potencial para aprofundar a cooperação sino-lusófona, nomeadamente as infraestruturas, as energias renováveis, a cadeia de valor alimentar, o ecoturismo, a inovação tecnológica, o comércio e o financiamento.
O diplomata defendeu igualmente a criação de ecossistemas industriais, como zonas de comércio livre e parques tecnológicos, convidando as empresas chinesas a investir nos Países de Língua Portuguesa.
Por sua vez, o presidente da Associação das Empresas Chinesas de Macau, Fu Jianguo, manifestou o desejo de que o encontro contribua para internacionalizar os produtos de Qinghai, facilitar o investimento em projetos sustentáveis e desenvolver novos modelos de cooperação em áreas como a logística da cadeia de frio, a distribuição comercial e os serviços urbanos, promovendo simultaneamente a cultura e o património natural da província.
O secretário-geral do Secretariado Permanente do Fórum de Macau, Ji Xianzheng, sublinhou que a realização da Semana Cultural em Qinghai e a organização do encontro empresarial constituem uma das primeiras concretizações do acordo de cooperação assinado entre o Secretariado Permanente e a província em 2025. Defendeu ainda o aprofundamento da cooperação em setores como as energias limpas, a medicina tradicional chinesa e tibetana e o turismo ecológico e cultural.
Durante o encontro foram assinados três acordos de cooperação nas áreas económica, comercial e cultural. O programa incluiu ainda uma bolsa de contactos empresariais entre Qinghai e Macau e uma sessão de apresentação do Fundo de Cooperação e Desenvolvimento China–Países de Língua Portuguesa.