A 17.ª edição da Semana Cultural da China e dos Países de Língua Portuguesa foi inaugurada na tarde de 30 de setembro, na Praça de Xingzhong, em Zhongshan, com uma cerimónia marcada pelo brilho e pela presença de numerosas personalidades de relevo. Entre os convidados estiveram altos responsáveis do Governo Municipal de Zhongshan, representantes do Governo da RAEM, diplomatas de países lusófonos e membros do Secretariado Permanente do Fórum de Macau.
A cerimónia contou com discursos de boas-vindas do Secretário-Geral do Secretariado Permanente do Fórum de Macau, Ji Xianzheng, e do Vice-Presidente do Governo Municipal de Zhongshan, Yang Haidong, que sublinharam a importância deste evento como ponte cultural entre a China e os países de língua portuguesa.
Pela primeira vez desde a sua criação em 2008, a Semana Cultural expandiu-se para fora de Macau, assumindo particular relevância ao integrar-se no espaço da Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau. A iniciativa surge no seguimento do Plano de Ação para a Cooperação Económica e Comercial (2024-2027), aprovado na 6.ª Conferência Ministerial do Fórum de Macau, que incentivou a realização de atividades culturais sino-lusófonas no Interior da China.
Após a inauguração, grupos artísticos dos nove países de língua portuguesa juntaram-se ao Zhuhai Art College para apresentar o espetáculo “Caminhos Artísticos e Sonoridades Sino-Lusófonos”, uma fusão de música, dança e expressões visuais que encheu a praça de cor, ritmo e diversidade cultural. A programação inclui duas sessões deste espetáculo, uma durante a abertura e outra marcada para o dia 1 de outubro.
Paralelamente, o Museu da Cultura Comercial de Xiangshan, em Zhongshan, recebe a Exposição das Artes Plásticas dos Países de Língua Portuguesa, que reúne 27 obras de 23 artistas lusófonos, abrangendo pintura, fotografia e outras expressões visuais. A mostra está patente até 12 de outubro de 2025, com entrada gratuita.
A 17.ª Semana Cultural da China e dos Países de Língua Portuguesa prossegue até meados de outubro, reforçando os laços históricos e culturais que unem a China e o mundo lusófono, e projetando Macau e Zhongshan como palcos de diálogo intercultural.