O número representa uma redução de cerca de 25 mil habitantes face às estimativas incluídas na versão de 2020 do plano, indicando uma revisão das expetativas populacionais para os próximos 15 anos.
Para lidar com as novas projeções, a proposta introduz alterações no uso de terrenos, incluindo redefinição das finalidades de lotes nas áreas de novos aterros e a expansão de zonas infraestruturais para apoiar a urbanização equilibrada. Como parte das revisões em curso, a zona habitacional prevista sofrerá “uma ligeira contracção”, com o objetivo de otimizar a capacidade urbana face ao crescimento realista da população.
O Plano Diretor serve como enquadramento estratégico essencial para o desenvolvimento físico e socioeconómico de Macau até 2040, orientando legislação urbanística, territórios residenciais, infraestruturas públicas, equipamentos coletivos e organização do espaço físico.
O documento de revisão decenal — que integra análises urbanísticas e demográficas profundas — foi preparado no contexto de uma economia local em transformação e da integração de Macau na Grande Baía Guangdong–Hong Kong–Macau, um eixo de cooperação econômica e inovação que visa reforçar a competitividade regional.
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As autoridades locais argumentam que esta nova previsão demográfica permitirá ajustar políticas públicas, equilibrar necessidades habitacionais e infraestruturas, e preparar a cidade para desafios futuros em termos de sustentabilidade, mobilidade urbana, habitação e qualidade de vida.
O projeto de alteração do Plano Diretor está a ser objeto de consultas públicas e participação social, um processo que permite colher contributos de residentes, especialistas e diferentes sectores da sociedade antes da sua aprovação final.
Com uma população projetada de 783 mil habitantes em 2040, Macau aposta numa abordagem urbanística que procura conciliar crescimento demográfico, uso racional do solo e um padrão de urbanização mais eficiente e sustentável.