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Médicos do Mundo mobiliza equipas na Venezuela. Quais são as necessidades mais urgentes após os sismos

A Médicos do Mundo está a avaliar as necessidades no terreno após os sismos que devastaram várias zonas da Venezuela. Resgate, cuidados médicos, abrigo e acesso a serviços básicos surgem como prioridades numa crise que continua a agravar-se

Lusa

A Médicos do Mundo mobilizou equipas na Venezuela para identificar as prioridades na resposta aos sismos, apontando como principais necessidades iniciais o resgate de pessoas, cuidados de saúde de emergência ou abrigos, divulgou esta noite a organização não-governamental (ONG).

Em comunicado, a ONG salientou que está “a realizar uma avaliação de necessidades, em coordenação com organizações locais, comunidades afetadas e outros atores humanitários, para identificar as prioridades de resposta”.

“Neste momento, a nossa prioridade é apoiar as pessoas afetadas por esta emergência, especialmente aquelas que se encontram em situação de maior vulnerabilidade. As nossas equipas estão a recolher informação no terreno para mobilizar a assistência necessária da forma mais rápida e eficaz possível”, referiu Elena Cáceres, coordenadora da Médicos do Mundo na Venezuela, onde a ONG está presente desde 2019, através de programas de ação humanitária e saúde comunitária.

Entre as principais necessidades identificadas nas primeiras horas após o terramoto encontram-se o resgate de pessoas, a prestação de cuidados de saúde de emergência, a disponibilização de abrigos de emergência e o apoio psicossocial às pessoas afetadas, bem como o restabelecimento de serviços básicos de saúde e de acesso à água, detalhou a ONG.

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A Médicos do Mundo divulgou ainda que está a preparar o reforço das suas capacidades operacionais para contribuir para a resposta humanitária e trabalhar em conjunto com as comunidades afetadas na proteção da sua saúde e bem-estar.

“A organização apela à comunidade internacional para apoiar os esforços de resposta e recuperação, garantindo que a ajuda humanitária chega de forma rápida, coordenada e baseada nas necessidades da população”, realçou ainda na nota de imprensa.

O número de mortos no duplo sismo que atingiu a Venezuela na quarta-feira subiu para pelo menos 188, há mais de 1.500 feridos e estão pelo menos 147 pessoas desaparecidas, segundo um balanço oficial provisório. Até ao momento foi confirmada a morte de um cidadão português e de dois luso-descendentes.

O primeiro sismo de magnitude 7,2 ocorreu a cerca de 200 quilómetros de Caracas, seguido por um segundo de magnitude 7,5 e por cerca de 20 réplicas, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos.

As autoridades venezuelanas decretaram o estado de emergência. Portugal e outros sete países da União Europeia vão enviar equipas de busca e salvamento para a Venezuela.

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