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PGR pede condenação de Eduardo Bolsonaro por coação. O que sustentou a acusação no STF

A Procuradoria-Geral da República pediu a condenação de Eduardo Bolsonaro no processo sobre a tentativa de golpe de Estado de 2022. A acusação diz que ele pressionou autoridades norte-americanas para agir contra juízes do Supremo e contra o Brasil

Plataforma com Lusa

A Procuradoria-Geral da República (PGR) do Brasil pediu hoje (17) a condenação do ex-deputado Eduardo Bolsonaro pelo crime de coação durante o processo sobre a tentativa de golpe de Estado em 2022.

Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro, intercedeu junto de autoridades e parlamentares dos Estados Unidos para pressionar a Casa Branca a adotar medidas contra juízes do Supremo Tribunal Federal (STF) e contra o próprio Brasil, em retaliação pelo processo que corria visando o seu pai, que acabou condenado a uma pena de prisão de 27 anos e três meses, segundo a acusação.

Em março de 2025, Eduardo Bolsonaro anunciou que iria suspender temporariamente o mandato de deputado federal para morar nos Estados Unidos e, à época, disse que o afastamento do Brasil seria para “se dedicar integralmente e buscar as devidas sanções aos violadores de direitos humanos”.

Hoje, na sessão do julgamento no Supremo Tribunal Federal brasileiro, o representante da PGR apresentou várias publicações e mensagens trocadas entre Eduardo e o seu pai, para sustentar o pedido de condenação contra o ex-deputado.

Leia também: Eduardo Bolsonaro é condenado por coação ao Supremo

“Essa é uma situação relativamente simples do ponto de vista penal. Há todo um elemento, um contexto fático e conjunto de provas evidenciando que essa coação efetivamente existiu”, argumentou o subprocurador-geral da República Antônio Edílio Magalhães, acrescentando que a Justiça brasileira foi atacada pelo bolsonarista.

“A estratégia criminosa culminou em prejuízos concretos a diversos setores produtivos onerados pelas sobretarifas norte-americanas, alcançando, em última instância, trabalhadores vinculados a essas cadeias económicas, completamente alheios aos processos penais atacados”, argumentou.

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