As autoridades de Hong Kong prenderam um casal sob suspeita de negligência infantil, depois de terem recusado fornecer os resultados de testes de ADN de um bebé do sexo masculino que alegadamente terá nascido em casa, informou na terça-feira (2) o chefe de segurança da cidade.
O casal não casado disse que o filho nasceu há dois meses, mas que ainda não tinha recebido certidão de nascimento, noticiaram os meios de comunicação locais.
Anteriormente, tinham afirmado que recusavam fornecer os resultados de ADN para o registo de nascimento, invocando razões de privacidade e religião.
Na terça-feira, o Secretário de Segurança de Hong Kong, Chris Tang, negou que se tratasse de uma questão de privacidade e apelou ao casal para que apresentasse provas de que são os pais biológicos do menino.
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“Até ao momento, a mãe não conseguiu fornecer qualquer registo das consultas pré-natais ou de quaisquer consultas médicas”, disse aos jornalistas. “Ela também se recusou a fornecer fotografias tiradas durante a gravidez”, acrescentou.
“Com o bem-estar do bebé como prioridade, enviaremos primeiro o bebé para o hospital para um exame médico”, afirmou Tang.
O casal também declarou que as autoridades suecas assumiram a custódia da filha mais velha durante uma estada ilegal na Suécia em 2023. A página de Facebook criada para a campanha pelo regresso da filha chamou a atenção para o caso atual em Hong Kong.
Os recém-nascidos devem ser registados até 42 dias após o nascimento, segundo a lei de Hong Kong. Quem for considerado culpado de negligência infantil enfrenta uma pena de prisão de até 10 anos.