A análise, intitulada “Campeonato do Mundo FIFA 2026: análise do impacto económico em Portugal”, estima três cenários distintos: uma eliminação na fase de grupos poderá gerar cerca de 378 milhões de euros; o apuramento até aos oitavos de final elevaria o impacto para 561 milhões; e uma eventual conquista do título poderá fazer o valor atingir os 945 milhões de euros.
O estudo destaca que o crescimento projetado resulta de vários fatores estruturais, nomeadamente o aumento do poder de compra, a realização do torneio em mercados com elevada capacidade económica — Estados Unidos, Canadá e México —, o alargamento do formato para 48 seleções e 104 jogos, e a crescente importância da economia digital associada ao futebol.
Segundo o diretor executivo do IPAM, Daniel Sá, “Portugal não precisa de organizar o Mundial para gerar impacto económico relevante”, sublinhando que o valor do evento ultrapassa o espaço físico dos estádios e se estende ao consumo digital e à interação global dos adeptos.
A componente digital representa já 23% do impacto total estimado, incluindo streaming, plataformas OTT, redes sociais e produção de conteúdos, enquanto o consumo tradicional continua a dominar com 77%.
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Entre os principais setores beneficiados estão o consumo doméstico (26%), a restauração (15%) e a publicidade e media (14%). O estudo inclui ainda apostas, merchandising e colecionáveis como fontes adicionais de receita, destacando o papel crescente da chamada “economia emocional” ligada ao futebol.
O IPAM sublinha também a transformação do adepto num ativo económico, estimando que um consumidor ocasional possa gastar entre 40 e 70 euros durante o torneio, valor que aumenta significativamente nos adeptos mais envolvidos digitalmente.
Na perspetiva do instituto, o Mundial de 2026 reforça a necessidade de estratégias integradas de ativação de marcas e media em tempo real, num contexto em que o impacto económico do futebol depende cada vez mais da sua dimensão global e digital.