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Subsídios aliviam, mas combustíveis continuam a pressionar residentes de Macau

A subida dos preços da gasolina, do gasóleo e do GPL em Macau está a pressionar o custo de vida dos residentes, com impacto nos transportes, na restauração e nos preços do dia-a-dia. Apesar dos subsídios temporários lançados pelo Governo, os efeitos da inflação energética continuam a fazer-se sentir na economia local

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O aumento dos preços internacionais do petróleo, agravado pela instabilidade geopolítica global, está a repercutir-se de forma cada vez mais visível na economia de Macau. Sendo uma região altamente dependente da importação de combustíveis, qualquer oscilação nos mercados internacionais acaba rapidamente por afetar consumidores e empresas locais.

Nos últimos meses, os preços da gasolina em Macau registaram uma subida significativa, aproximando-se das 18 e 19 patacas por litro em alguns postos de abastecimento. Em resposta, o Governo lançou, no final de maio, um “Plano de subsídio para os preços do gás de petróleo liquefeito (GPL) e da gasolina”, complementando o subsídio ao gasóleo anunciado anteriormente.

A medida prevê um apoio temporário de 1,5 patacas por litro de gasolina e de 2,55 patacas por quilograma de GPL durante dois meses. No caso do gasóleo, utilizado sobretudo pelos setores comerciais e industriais, o subsídio atinge 3,3 patacas por litro.  O objetivo passa por “aliviar as dificuldades a curto prazo, estabilizar os preços dos produtos e garantir a vida da população”, segundo o Executivo.

Apesar do alívio temporário, o impacto da subida dos combustíveis já começou a reflectir-se nos principais indicadores económicos. Dados oficiais da Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC) mostram que o índice de preços no consumidor (IPC) relativo aos transportes subiu 1.89% em março e acelerou para 3.97% em abril, impulsionado sobretudo pelo aumento dos preços da gasolina.

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O aumento dos custos de transporte tem efeitos indiretos no quotidiano da população. Táxis, entregas ao domicílio, logística alimentar e transporte de mercadorias tornam-se mais caros, pressionando restaurantes, supermercados e pequenas empresas. Em abril, o próprio índice de preços dos alimentos e bebidas não alcoólicas aumentou devido à subida dos preços das refeições fora de casa e dos serviços de takeaway.

O GPL assume também um peso importante na economia local. Muitas famílias em Macau continuam a utilizar botijas de gás para cozinhar, enquanto inúmeros restaurantes e pequenas pastelarias dependem do GPL para operar diariamente. O Governo reconheceu que este combustível constitui um “bem essencial” tanto para os residentes como para o setor da restauração.

Com o subsídio agora em vigor, uma botija de 10 quilos passa a custar menos 25,5 patacas, enquanto uma botija de 13,5 quilos beneficia de uma redução de 34,4 patacas. Embora os valores não eliminem totalmente o impacto da inflação energética, ajudam a travar novos aumentos nos preços praticados pelos estabelecimentos de restauração e comércio alimentar.

Os transportes representam cerca de 8.3% do cabaz do IPC de Macau, o que significa que alterações nos preços dos combustíveis têm um impacto direto na inflação sentida pelos residentes, segundo dados oficiais.

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