O “Festival Luso-Chinês de Música e Artes Macau-Zhuhai-Hengqin 2026” decorre em vários espaços das três cidades, incluindo o Galaxy Macau G Box, o Centro de Experiência Imersiva VR “Love Between Fairy and Devil” e o Zhuhai Art College.
O festival centra-se em três grandes eixos – “Competição, Exibição e Património” – e pretende criar uma plataforma cultural que ultrapasse “barreiras linguísticas e geográficas”, segundo a organização.
O evento conta com o patrocínio exclusivo da Galaxy Entertainment Group e o apoio do Consulado-Geral de Portugal em Macau e Hong Kong, do Instituto Cultural e da Direcção dos Serviços de Turismo. A organização está a cargo da Associação de Amizade e Intercâmbio Cultural entre a China e os Países de Língua Portuguesa, do MMAS – Macau Music and Arts Space e do Zhuhai Art College.
A conferência de imprensa decorreu na terça-feira (26) no restaurante português Tromba Rija, na Torre de Macau, reunindo representantes das entidades organizadoras e convidados ligados ao setor cultural e musical. Durante a apresentação, a diretora-geral do MMAS, Echo Chan, sublinhou que esta é a primeira vez que o festival se expande simultaneamente a Macau, Zhuhai e Hengqin sob o tema “Música Sem Fronteiras, Coexistência Cultural”.
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O programa inclui concertos, competições musicais, exposições de guqin, workshops de património cultural, masterclasses e atividades escolares. Echo Chan destacou ainda que o festival representa “um avanço significativo” em termos de dimensão, interação e alcance geográfico, segundo a responsável.
O diretor musical do festival, Casimiro de Jesus Pinto, afirmou que Macau continua a desempenhar um papel importante como plataforma entre a China e os países lusófonos. “Macau, enquanto plataforma de serviço entre a China e os Países de Língua Portuguesa, desempenha um papel importante na promoção do intercâmbio e cooperação cultural”, afirmou.
Entre os principais momentos do festival destaca-se o concerto de abertura “Aliança Sónica: Batalha Musical”, marcado para 30 de maio no Galaxy Macau G Box. O espetáculo reunirá jovens músicos de Macau, da China continental, de Hong Kong e de Portugal em atuações competitivas avaliadas em tempo real pelo público.
O programa inclui ainda a “Noite da Tuna Macanese”, a 5 de junho, no Ponte 1915 Arts Centre, dedicada à fusão entre música macaense em patuá e instrumentos chineses, bem como um concerto de bossa nova brasileira, no dia 6 de junho, na Casa de Lou Kau, interpretado pela artista local Bossa Eva.
As três competições principais do festival abrangem o Concurso de Canto Tuna Macaense 2026, o 2.º Concurso Internacional de Orquestra e Música de Câmara de Macau 2026 e o Concurso de Música China-Chi da Grande Baía 2026.
O diretor musical adjunto, Anthony Cheong, revelou que as inscrições terminaram no domingo com “grande adesão”, incluindo participantes de Macau, Zhuhai, outras cidades da Grande Baía e até dos Estados Unidos.
O representante do Zhuhai Art College, Zhang YunLong, afirmou que o objetivo passa por expandir os resultados da fusão cultural luso-chinesa de Macau a toda a Grande Baía. “Esperamos envolver mais cidades e jovens artistas da região, promovendo a integração e a difusão da cultura luso-chinesa”, afirmou.
Na componente patrimonial, o festival inclui uma exposição gratuita de guqin, instrumento tradicional chinês, onde estará exposto um dos apenas quatro guqins de madeira de agar existentes no mundo, bem como exemplares das dinastias Ming e Qing.
O programa prevê ainda workshops de guqin, cerimónia de chá, experiência de trajes Hanfu e oficinas de azulejo português conduzidas pela artesã macaense Erica Leong.
Entre as restantes atividades contam-se seis masterclasses de instrumentos, uma maratona musical na Casa de Lou Kau e uma digressão escolar dedicada à cultura musical macaense em Hengqin. Os bilhetes para o concerto de abertura custam entre 288 e 488 patacas e encontram-se disponíveis na Galaxy Ticketing.