Em comunicado, a OMS indica que o surto, causado pelo vírus Bundibugyo, soma pelo menos 246 casos suspeitos e 80 mortes, sublinhando que subsistem “incertezas significativas” quanto ao número real de infeções e à extensão geográfica da transmissão.
Apesar disso, a organização considera que o impacto potencial ultrapassa as fronteiras nacionais. “O surto constitui um risco para a saúde pública de outros Estados-Partes devido à propagação internacional da doença”, refere a OMS, acrescentando que já foram confirmados dois casos em Kampala, capital do Uganda, nos dias 15 e 16 de maio, associados a viagens provenientes da República Democrática do Congo.
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Perante este cenário, a OMS apela a uma resposta internacional concertada. Segundo a organização, é essencial “reforçar a coordenação e a cooperação internacional para compreender a dimensão do surto, alinhar os esforços de vigilância, prevenção e resposta, expandir as operações no terreno e garantir a capacidade de implementar medidas eficazes de controlo”.
A declaração de emergência de saúde pública de interesse internacional permite mobilizar mais rapidamente recursos, especialistas e financiamento, num momento em que as autoridades de saúde procuram conter a disseminação do vírus e evitar novos focos fora da região afetada.