A investigação foi conduzida pelo grupo de inspeção disciplinar destacado junto do Banco da China e pela comissão de supervisão da cidade de Qiqihar, na província de Heilongjiang, após aprovação das autoridades centrais anticorrupção, de acordo com a CCDI.
As autoridades acusam Jia Tianbing de ter “perdido os ideais e convicções”, traído a missão do Partido e resistido à investigação disciplinar, além de participar em atividades supersticiosas.
O comunicado refere ainda que o antigo dirigente violou as regras de austeridade impostas pelo Governo central ao aceitar presentes e cartões de consumo susceptíveis de afetar a imparcialidade das suas funções, bem como ao utilizar fundos públicos para adquirir bebidas alcoólicas de luxo.
Jia Tianbing também omitiu informações pessoais obrigatórias, interferiu irregularmente em processos de nomeação de pessoal e utilizou o cargo para beneficiar familiares, segundo a CCDI.
Leia também: Corrupção: China aplica penas severas a antigos chefes militares
A investigação concluiu ainda que o antigo responsável bancário terá usado fundos públicos para despesas pessoais, transferido encargos próprios para terceiros e recebido ilegalmente grandes quantias em dinheiro e participações acionistas.
As autoridades chinesas acusam igualmente Jia Tianbing de apropriação ilegal de bens públicos e de receber subornos de elevado valor em troca de favores relacionados com aprovação de crédito e adjudicação de projetos.
A CCDI considerou que o caso constitui uma “grave violação” da disciplina política, organizacional e de integridade do Partido, além de suspeitas de crimes de corrupção e suborno.
As infrações ocorreram após o 18.º Congresso do Partido Comunista Chinês, período durante o qual Pequim lançou uma ampla campanha anticorrupção no país, segundo o comunicado.
Na sequência da investigação, o comité do Partido no Banco da China decidiu expulsar Jia Tianbing do Partido Comunista Chinês, enquanto o grupo disciplinar destacado junto da instituição determinou a sua expulsão da função pública.
Os ganhos considerados ilegais serão confiscados e o caso foi remetido para o Ministério Público chinês para eventual acusação formal e julgamento, acrescentou a CCDI.