Segundo a agência Reuters, que cita uma fonte do Paquistão, país que tem desempenhado o papel de mediador, a nova proposta iraniana foi partilhada nos últimos dias, num contexto de forte tensão e com margem negocial cada vez mais curta. A mesma fonte adverte que tanto Washington como Teerão “continuam a mudar as regras do jogo”, dificultando um entendimento.
Esta segunda-feira, o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, Esmaeil Baqaei, confirmou que Teerão respondeu à mais recente proposta norte-americana. “Como anunciámos ontem, as nossas preocupações foram transmitidas ao lado americano”, afirmou, em conferência de imprensa, citado pela AFP. O responsável acrescentou que os contactos prosseguem através da mediação paquistanesa, sem avançar pormenores.
Classificando o conflito como “ilegal e infundado”, Baqaei reiterou as principais exigências iranianas, que incluem a libertação de ativos congelados no estrangeiro, o levantamento das sanções económicas e o pagamento de reparações de guerra por parte dos EUA. “Estes pontos têm sido firmemente defendidos pela equipa negocial iraniana em todas as rondas de conversações”, sublinhou.
Leia mais: Netanyahu e Trump discutem Irão em chamada telefónica e aumentam tensão no Médio Oriente
Apesar da via diplomática, o Irão garante estar preparado para um novo agravamento militar. “Estamos totalmente preparados para qualquer eventualidade”, afirmou o porta-voz.
Do lado norte-americano, Donald Trump endureceu novamente o discurso, avisando que “o relógio está a contar” para Teerão aceitar um acordo. “É melhor mexerem-se, rápido, ou não vai restar nada deles. O tempo é essencial”, escreveu o Presidente dos EUA no domingo, numa mensagem publicada na rede social Truth Social.