O exercício teve como objetivo avaliar a eficácia do Plano Geral de Proteção Civil e reforçar a coordenação entre os diversos serviços e entidades envolvidas, incluindo forças de segurança, associações cívicas e residentes. A simulação reproduziu a passagem de um super tufão com sinal 10 e aviso de “storm surge”, implicando a evacuação de zonas baixas e a ativação de múltiplos planos de contingência.
Ao longo de mais de quatro horas, foram encenados 40 cenários de crise, desde incêndios e acidentes com substâncias perigosas até deslizamentos de terra e falhas de comunicações. As operações incluíram evacuações em larga escala, ações de salvamento, combate a incêndios e apoio a populações vulneráveis, envolvendo também voluntários e organizações comunitárias.
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No balanço final, o secretário para a Segurança, Chan Tsz King, destacou o bom desempenho global do exercício e sublinhou a importância de reforçar uma abordagem preventiva na gestão da segurança pública, alinhada com os planos de desenvolvimento nacionais e da Região Administrativa Especial de Macau. O responsável apelou ainda à continuidade do aperfeiçoamento dos mecanismos de cooperação interdepartamental e à preparação constante para situações adversas.
O exercício contou com a participação de 2.382 pessoas, incluindo representantes de 47 associações, voluntários e residentes, tendo sido simulada a evacuação de mais de quatro mil famílias. A iniciativa visou reforçar a resiliência da sociedade e consolidar uma resposta coordenada entre governo e comunidade face a desastres naturais.