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Itália extradita para EUA ‘hacker’ chinês suspeito de pirataria durante pandemia

Itália extraditou hoje (28) para os Estados Unidos um cidadão chinês, procurado pela justiça norte-americana por alegadamente ter conduzido ciberataques e espionagem em grande escala relacionados com vacinas e terapias contra a covid-19

Lusa

“A polícia deteve e entregou às autoridades norte-americanas um perigoso pirata informático de nacionalidade chinesa, suspeito de agir por conta do governo de Pequim”, anunciou a polícia italiana em comunicado.

O cidadão chinês, Xu Zewei, de 33 anos, é um antigo diretor-geral de uma importante empresa tecnológica de Xangai e era procurado por suspeitas de ter conduzido ciberataques em grande escala entre 2020 e 2021, “em plena pandemia”, de acordo com a mesma nota.

Xu Zewei, que tinha sido detido no início de julho de 2025 no aeroporto de Milão-Malpensa (norte de Itália), foi entregue a agentes do FBI [polícia federal norte-americana], de acordo com imagens divulgadas pela polícia italiana.

Segundo o FBI, Xu fazia parte de uma equipa que alegadamente obteve informações sobre a investigação da covid-19, especialmente da Universidade do Texas, a partir de fevereiro de 2020, no início da pandemia.

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Xu é acusado de fazer parte de “uma campanha de intrusão cibernética em grande escala”, que “visou milhares de computadores em todo o mundo”, sobretudo de “organismos governamentais, institutos de investigação e universidades norte-americanas envolvidos na investigação e experimentação de vacinas e tratamentos de ponta contra a covid-19”, obtendo informações confidenciais.

O cidadão chinês, procurado ao abrigo de um mandado de detenção emitido por um tribunal do Texas por crimes graves, tais como associação ilícita, acesso fraudulento a sistemas informáticos, fraude informática e usurpação de identidade, negou as acusações e alegou tratar-se de um caso de identificação errada. As penas podem ir até várias dezenas de anos de prisão.

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