Num comunicado divulgado no domingo, o porta-voz do Comando do Teatro Oriental de Operações do Exército Libertação Popular (EPL, Exército chinês) anunciou que a formação naval 133 vai realizar exercícios nesta região para testar as suas capacidades operacionais em alto-mar.
As embarcações, lideradas pelo contratorpedeiro Baotou, da classe 052D, devem atravessar o canal de Yokoate, uma via marítima próxima do território continental japonês e por onde já passaram navios chineses em exercícios anteriores.
Relativamente a este destacamento, o responsável pela Defesa de Taiwan, Wellington Koo, afirmou que vai utilizar capacidades conjuntas de inteligência, vigilância e reconhecimento, bem como “diversas fontes de informação”, para manter um “acompanhamento exaustivo” dos movimentos destes navios, indicou a agência de notícias CNA.
Esse acompanhamento não se limitará às áreas circundantes ao estreito de Taiwan, mas também ao mar do sul da China e ao mar do Leste da China, acrescentou Koo, sem fornecer mais detalhes.
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No mais recente relatório de Defesa, Taiwan notificou a presença de 11 navios da Marinha chinesa nas imediações da ilha entre as 06:00 de domingo (22:00 de sábado em Lisboa) e as 06:00 de hoje (22:00 de domingo em Lisboa), o número diário mais elevado registado até agora neste mês.
O destacamento desta formação naval, que Pequim definiu como um “treino de rotina”, foi anunciado apenas dois dias depois do Governo chinês ter protestado contra o trânsito do contratorpedeiro JS Ikazuchi, das Forças de Autodefesa do Japão, pelo estreito de Taiwan.
As tensões entre a China e o Japão intensificaram-se no final de 2025, quando a primeira-ministra nipónica, Sanae Takaichi, sugeriu que as forças japonesas poderiam intervir no caso de um conflito em Taiwan.