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Veterano do Exército identificado como autor de massacre que matou oito crianças no Louisiana

A polícia identificou o veterano do Exército Shamar Elkins como o autor do tiroteio que matou oito crianças no estado norte-americano do Louisiana, incluindo sete dos seus próprios filhos, e feriu gravemente duas mulheres, num ataque classificado pelas autoridades como um caso extremo de violência doméstica.

O massacre ocorreu em duas habitações distintas e abalou a comunidade de Shreveport, sendo considerado um dos tiroteios em massa mais mortíferos nos Estados Unidos em mais de dois anos. O suspeito acabou por ser abatido pela polícia após fugir do local num veículo roubado e ser perseguido até uma igreja nos arredores da cidade.

A identidade do atirador foi confirmada pela presidente da Câmara de Shreveport, Leigh Anne Evensky, em declarações à CNN. Segundo as autoridades locais, Elkins era conhecido da polícia e tinha sido detido em 2019 por posse ilegal de arma de fogo, não havendo, contudo, registo prévio de denúncias de violência doméstica associadas ao suspeito.

De acordo com Chris Bordelon, porta-voz do Departamento de Polícia de Shreveport, as vítimas mortais tinham idades compreendidas entre um e cerca de 12 anos. Uma das mulheres feridas é a mãe dos filhos do agressor. Ambas as vítimas adultas encontram-se em estado grave.

“Acreditamos que se trata inteiramente de um incidente doméstico”, afirmou Bordelon, acrescentando que a investigação ainda está numa fase inicial. “Esta é uma cena extensa, diferente de tudo o que a maioria de nós já viu.”

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As autoridades indicaram que os ataques começaram antes do amanhecer num bairro a sul do centro de Shreveport, quando o suspeito baleou uma mulher numa residência. De seguida, deslocou-se para uma segunda casa, onde matou sete crianças. Uma oitava criança foi encontrada morta no telhado da habitação, depois de aparentemente tentar escapar.

O suspeito fugiu posteriormente, roubou um carro à mão armada e foi perseguido pela polícia, acabando por ser mortalmente atingido durante a operação.

Segundo dados compilados pela Associated Press, em parceria com a USA Today e a Northeastern University, este é o tiroteio em massa mais mortífero nos Estados Unidos desde janeiro de 2024, quando oito pessoas morreram num subúrbio de Chicago.

Numa conferência de imprensa junto a uma das residências atingidas, as autoridades pediram paciência à população e apelaram à solidariedade da comunidade enquanto prosseguem as investigações às várias cenas do crime.

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