Os dados revelam que 36,2% dos voos sofreram atrasos ou cancelamentos, um aumento significativo face ao mesmo período de 2025. No total, mais de 63 mil passageiros encontram‑se elegíveis para compensação financeira, seja por atrasos superiores a três horas, cancelamentos ou perda de ligações. A AirHelp sublinha que, apesar de a maioria das perturbações não gerar direito a indemnização, o impacto no fluxo de passageiros continua a ser expressivo.
O relatório mostra também um crescimento do tráfego aéreo nacional. Nos primeiros três meses do ano, realizaram‑se 49.770 voos, mais 11% do que em 2025, e viajaram 6.473.744 passageiros, um aumento de 7%. Este crescimento foi acompanhado por uma subida de 13% na taxa de perturbações, reforçando a pressão sobre a operação aeroportuária.
A TAP Portugal manteve‑se como a companhia aérea com maior volume de passageiros a partir de Portugal, ultrapassando os dois milhões de viajantes no período analisado. Cerca de 63% dos voos da transportadora nacional decorreram sem incidentes, enquanto 37% registaram atrasos ou cancelamentos. Mais de dez mil passageiros da TAP têm direito a compensação, embora a empresa apresente uma ligeira melhoria face ao ano anterior.
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Entre os aeroportos nacionais, Faro destacou‑se como o mais pontual, com 73% dos voos a descolar à hora prevista. O Porto surge logo a seguir, com 72% de pontualidade. Já Lisboa voltou a registar o pior desempenho, com 39% dos voos afetados por perturbações, refletindo‑se igualmente no número de passageiros impactados.
Os números agora divulgados confirmam a tendência de recuperação do tráfego aéreo, mas também evidenciam que a operação aeroportuária continua sob forte pressão, com impacto direto na experiência de milhões de viajantes.