“Não haverá privatização se não garantirmos que os aeroportos terão a capacidade e a relevância estratégica que o país exige”, afirmou Montenegro, durante a cerimónia do 80.º aniversário do aeroporto portuense.
O chefe do Governo frisou que esta exigência está definida nos instrumentos jurídicos do processo e é “uma pedra fundamental” para avançar com a alienação da companhia aérea. A aposta da TAP nos aeroportos de Lisboa, Faro, Porto e regiões autónomas não será negociável.
As propostas não vinculativas para a privatização devem ser entregues à Parpública até 2 de abril. Entre os interessados estão Air France-KLM, Lufthansa e IAG, grupo da British Airways e Ibéria. O processo prevê a venda de até 44,9% do capital, com 5% reservado aos trabalhadores.
Montenegro acrescentou que os planos apresentados pelos candidatos deverão incluir estratégias financeiras, industriais e de expansão, garantindo a manutenção da TAP como operador europeu. A Lufthansa, por exemplo, já anunciou interesse em investir em Portugal, incluindo a criação de uma escola de formação de pilotos.
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O Governo pretende assim alinhar a privatização da TAP com o fortalecimento da infraestrutura aeroportuária nacional, garantindo que o processo contribua para a competitividade e expansão do transporte aéreo no país.