Segundo o MP, a mulher fazia parte de uma rede organizada que, através de documentação falsa, retirava pessoas de Angola e fazia-as entrar no Espaço Schengen através de Portugal. Em troca de uma quantia monetária, os criminosos preparavam e organizavam a viagem, incluindo a obtenção ou falsificação de toda a documentação, e acompanhavam os viajantes até Portugal.
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Os arguidos usavam vários métodos. Recorriam a Títulos de Viagem Única (TVU”s) previamente elaborados por elementos da estrutura criminosa ou usurpavam a identidade de cidadãos luso-angolanos para depois usar ou adulterar Títulos de Viagem Provisórios (vulgo Livre Trânsitos ou Laisser-Passer) emitidos pelos Serviços Consulares de Portugal em Luanda a favor de dessas pessoas. Ou, então, também forjavam eles próprios estes documentos de viagem provisória.