Início » Comissão Europeia vigia mudanças na Lusa e pode avançar com medidas

Comissão Europeia vigia mudanças na Lusa e pode avançar com medidas

A Comissão Europeia admite intervir caso os novos estatutos da agência noticiosa Lusa não cumpram as regras da União Europeia sobre liberdade de imprensa, num processo que levanta preocupações quanto à independência editorial e ao eventual controlo político

Plataforma com Lusa

A Comissão Europeia afirmou que poderá recorrer aos seus poderes de execução para garantir o cumprimento do Regulamento Europeu relativo à Liberdade dos Meios de Comunicação Social, caso as alterações aos estatutos da agência Lusa não estejam em conformidade com as normas comunitárias.

Numa resposta escrita à eurodeputada Catarina Martins, o executivo europeu indicou que mantém contactos com Portugal para assegurar que a legislação nacional respeita o regulamento, em vigor desde 8 de agosto de 2025, sublinhando que a atuação poderá incidir sobretudo sobre questões de natureza sistémica.

A eurodeputada questionou, em fevereiro, se o novo modelo de governação da Lusa cumpre os princípios europeus, considerando que as alterações podem “promover uma maior governamentalização e controlo político”. Recordou ainda que o artigo 5.º do regulamento europeu exige que os Estados-membros garantam a independência editorial e funcional dos órgãos de comunicação social públicos, bem como a transparência dos seus processos.

Também os sindicatos representativos dos trabalhadores da agência pediram esclarecimentos a Bruxelas sobre a eventual abertura de um procedimento para avaliar a conformidade da reestruturação da Lusa com o direito europeu, após o Estado ter adquirido a totalidade do capital social da empresa em novembro de 2025. Até ao momento, não obtiveram resposta.

Leia também: Portugal: RTP e Lusa exigem transparência ao Governo

Entre as principais alterações está a criação de um Conselho Consultivo com 13 membros, dos quais seis são indicados por entidades políticas – três pela Assembleia da República, dois pelos governos das regiões autónomas e um pela Associação Nacional de Municípios Portugueses. Quatro membros são designados por associações empresariais e um pela televisão pública portuguesa RTP.

Apenas dois representantes são indicados por estruturas internas dos trabalhadores, o que, na sua perspetiva, levanta dúvidas sobre o equilíbrio e a independência do novo modelo de governação da agência noticiosa, segundo os sindicatos.

Contate-nos

Meio de comunicação social generalista, com foco na relação entre os Países de Língua Portuguesa e a China

Plataforma Studio

Newsletter

Subscreva a Newsletter Plataforma para se manter a par de tudo!

Uh-oh! It looks like you're using an ad blocker.

Our website relies on ads to provide free content and sustain our operations. By turning off your ad blocker, you help support us and ensure we can continue offering valuable content without any cost to you.

We truly appreciate your understanding and support. Thank you for considering disabling your ad blocker for this website