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Ex-chefe dos serviços secretos de Bolsonaro agradece governo Trump por libertação

O ex-deputado federal "bolsonarista" e antigo chefe dos serviços secretos brasileiros Alexandre Ramagem agradeceu hoje (17) o governo Donald Trump pela soltura da prisão dos Estados Unidos e disse estar em situação regular no país

Lusa

Alexandre Ramagem foi solto na quarta-feira, dois dias após ser detido pelo Serviço de Imigração e Controle de Aduanas (ICE), em Orlando, estado da Flórida, numa cooperação policial internacional que envolveu o Brasil e os EUA.

“Eu venho agradecer ao governo norte-americano, da mais alta cúpula da administração Trump”, declarou o ex-delegado da Polícia Federal (PF) do Brasil em vídeo publicado nas suas redes sociais.

Alexandre Ramagem disse ainda que foi detido nos EUA por uma questão migratória e que entrou no país de forma “perfeitamente regular”.

“Eu entrei nos Estados Unidos, em setembro do ano passado, de forma perfeitamente regular, passaporte válido, visto válido, sem condenação nenhuma. Em seguida entramos com o pedido de asilo”.

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Foragido da justiça brasileira, Alexandre Ramagem, de 53 anos, foi condenado em setembro de 2025 a 16 anos de prisão, no mesmo processo que Jair Bolsonaro, pelo Supremo Tribunal Federal (STF) do Brasil.

Ambos foram considerados culpados de conspirar para manter o ex-líder no poder, apesar da derrota nas eleições de 2022 frente ao atual Presidente, o líder de esquerda Lula da Silva.

Segundo a polícia brasileira, Alexandre Ramagem fugiu do Brasil em setembro, através da Guiana, sem passar pelos controlos de imigração, e entrou nos EUA com um passaporte diplomático, de acordo com a imprensa brasileira.  O Brasil solicitou oficialmente a extradição de Ramagem em dezembro.

A polícia brasileira descreveu a detenção de Alexandre Ramagem na segunda-feira como resultado de uma cooperação com as autoridades norte-americanas, o que gerou revolta do ex-deputado.

Ainda no vídeo publicado nas redes sociais, Ramagem atacou a PF, em especial o diretor-geral da instituição, Andrei Rodrigues, a quem chamou de “uma vergonha de diretor-geral” e de “ineficiente”.

Ainda hoje, políticos “bolsonaristas” conseguiram com que o Senado brasileiro aprovasse uma missão oficial de uma delegação de senadores, aos EUA, para acompanhar a situação de brasileiros naquele país que pediram asilo político, a exemplo de Ramagem.

Toda a despesa da comitiva de senadores brasileiros será bancada com recursos públicos e ainda não há data definida para eles realizarem a viagem.

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