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Cabo Verde assina acordo para reforço marítimo com acesso à Interpol

A Polícia Judiciária (PJ) e as Forças Armadas de Cabo Verde assinaram hoje, dia 16, um acordo que permite o acesso ao sistema da Interpol, no âmbito do reforço da cooperação no combate à criminalidade transnacional

Lusa

“Este memorando dá acesso às Forças Armadas à base de dados da Interpol. É um sistema muito qualificado e importante para os organismos internacionais e também para as instituições cabo-verdianas”, afirmou o diretor da PJ, Manuel da Lomba, durante a cerimónia na cidade da Praia.

O memorando foi assinado entre a Polícia Judiciária, através do Gabinete Nacional da Interpol, e as Forças Armadas, representadas pelo Centro de Operações de Segurança Marítima (Cosmar).

O acordo permite ao Cosmar consultar e introduzir dados nas bases de dados da Interpol, incluindo informações sobre pessoas procuradas, documentos roubados, armas ilícitas e dados biométricos.

O diretor da PJ e responsável pelo Gabinete Nacional da Interpol afirmou que os mares cabo-verdianos “enfrentam diversas ameaças” e sublinhou que o papel da organização é “fundamental” no apoio às autoridades nacionais no combate a este tipo de criminalidade.

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“O facto de sermos um país pequeno não nos protege. Os criminosos procuram sempre as vias mais eficientes para penetrar nos Estados”, afirmou.

O responsável destacou que o acesso à plataforma internacional constitui “um instrumento fundamental” para reforçar a cooperação e melhorar a resposta às ameaças, referindo riscos como o tráfico de droga, tráfico de armas, pesca ilegal e contrabando de migrantes.

A utilização do sistema da Interpol já permitiu realizar detenções relevantes dentro e fora do país, segundo Manuel da Lomba.

O chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, Manuel António Pereira Semedo, considerou que o acordo representa “um salto qualitativo” no reforço das capacidades operacionais, sobretudo na vigilância e antecipação de ameaças no espaço marítimo. “A partilha de informação torna-se um instrumento indispensável para uma ação coordenada e eficaz do Estado”, afirmou.

O responsável acrescentou que o memorando reforça a capacidade de resposta nacional e posiciona Cabo Verde como um parceiro “ativo e credível” na segurança internacional.

O memorando entrou em vigor logo após a sua assinatura e a execução do acordo será coordenada pela direção nacional da Polícia Judiciária e pelo Estado-Maior das Forças Armadas.

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