Sánchez, que realiza a quarta visita à China em quatro anos, assegurou que Espanha “precisa que a China se abra para que a Europa não tenha de se fechar”, numa altura em que o défice comercial entre Madrid e Pequim ultrapassou os 42 mil milhões de euros em 2025 e persistem disputas tarifárias entre a União Europeia e a China.
O chefe do Executivo espanhol defendeu, num discurso na Universidade Tsinghua, em Pequim, a necessidade de “corrigir” esse desequilíbrio e de “construir conjuntamente uma economia globalizada, equilibrada, que gere prosperidade partilhada”.
Segundo Sánchez, a ordem multipolar exige “uma economia mais horizontal e mais justa, em que não haja regiões perdedoras e outras vencedoras”.
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O primeiro-ministro indicou que a multipolaridade “não é uma hipótese, nem um desejo, é já uma realidade” e que Espanha “opta por abraçá-la”. A ideia de que “aprofundar determinadas relações implica renunciar a outras” é, segundo Sánchez, uma leitura “errada” e “perigosa”.
Durante esta visita, o chefe do Executivo espanhol reunir-se-á com o Presidente chinês, Xi Jinping, o primeiro-ministro, Li Qiang, e o presidente do Comité Permanente da Assembleia Popular Nacional, Zhao Leji, encontros agendados para terça-feira.
A deslocação ocorre num contexto marcado pela guerra no Irão, pelas tensões comerciais globais e pelo interesse do Governo espanhol em reduzir o défice comercial, atrair investimento chinês e reforçar a cooperação tecnológica.