Abbas Masjedi Arani, diretor do Instituto de Medicina Legal do Irão, declarou que “registámos mais de 3.000 mártires dos ataques inimigos em todo o país” e alertou que quase 40% dos corpos não puderam ser identificados devido ao tipo de armamento utilizado. Segundo Arani, a entidade que dirige já iniciou a notificação às famílias e está a trabalhar para proceder à entrega dos restos mortais “o mais rápido possível”.
A ofensiva conjunta foi lançada no decorrer de negociações indiretas mediadas por Omã, destinadas a tentar um novo entendimento sobre o programa nuclear iraniano. Na sequência de conversações diplomáticas, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na quarta‑feira a suspensão dos ataques por duas semanas, medida que Teerão recebeu afirmando que garantiria a “passagem segura” de navios pelo estreito de Ormuz durante o mesmo período, embora “mediante coordenação” com as suas forças militares.
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As delegações de Teerão e Washington têm ainda agendado novas rondas de negociações, desta vez centradas no desbloqueio do estreito de Ormuz — por onde circulava cerca de um quinto dos hidrocarbonetos mundiais — com um encontro previsto para sábado em Islamabad.
O primeiro‑ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, disse que o acordo alcançado inclui os aliados dos Estados Unidos e representa um “cessar‑fogo imediato” no Irão, no Líbano e noutros locais afetados pelos confrontos.