De acordo com a mesma fonte, o ajuste direto foi formalizado no passado dia 20 e prevê intervenções ao longo de três anos, até 2028, com encargos anuais de 4.600 euros. O contrato contempla ações preventivas, corretivas e de emergência em todo o complexo de São Bento, incluindo a residência principal, edifícios adjacentes, a esquadra da PSP, a garagem e as zonas ajardinadas.
O problema não é novo. Existem registos de contratos semelhantes desde, pelo menos, 2018, ainda durante o Governo de António Costa. Na altura, eram já identificadas áreas críticas como cozinhas, copas, instalações sanitárias, caixas de esgoto e jardins, com a presença de pragas como ratos, baratas, traças, mosquitos, pulgas, formigas, peixinho-de-prata — conhecido como “bicho dos livros” — e processionárias.
Construído em 1877, o palacete integra terrenos do antigo convento beneditino e funciona como residência oficial do chefe do Governo desde 1938. A antiguidade do edifício é apontada como um dos fatores que contribuem para a recorrência destas situações.
Segundo dados do Portal Base, desde o início do ano passado as entidades públicas já contrataram mais de 5,5 milhões de euros em serviços de controlo de pragas, revelando que o problema se estende a vários organismos do Estado.
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No Palácio de Belém, sede da Presidência da República, está em vigor um contrato anual de cerca de 3.642 euros, que inclui também a Cidadela de Cascais, com um sistema de quase duas centenas de estações de isco para roedores e armadilhas para insetos. Já a Assembleia da República mantém um serviço permanente de controlo de pragas, com custos superiores a 14 mil euros por ano.
Também a Procuradoria-Geral da República celebrou recentemente um contrato para cinco edifícios, com duração de três anos e um custo global de 8.400 euros.
O cenário evidencia um padrão comum: edifícios históricos do Estado continuam vulneráveis a infestações, obrigando a intervenções regulares e a custos acumulados significativos para os cofres públicos.