Início » Guiné-Bissau: Polícia desmantela rede de apoio à emigração clandestina

Guiné-Bissau: Polícia desmantela rede de apoio à emigração clandestina

O Ministério do Interior guineense anunciou hoje que a Polícia desmantelou uma rede de apoio à emigração clandestina, com a detenção de 22 pessoas, a maioria de países vizinhos da Guiné-Bissau

Plataforma

O porta-voz do Ministério do Interior guineense, Agostinho Djatá, explicou, numa conferência de imprensa transmitida pelos órgãos de comunicação social locais, que, na operação, realizada na segunda-feira por vários serviços de segurança do país, foram detidos 17 cidadãos da Guiné-Conacri, quatro do Mali e um da Guiné-Bissau.

Entre as 17 pessoas originárias da Guiné-Conacri, algumas são crianças que se faziam acompanhar das mães, sublinhou Djatá.

“Essas crianças seriam utilizadas nessas viagens como escudos”, afirmou o porta-voz do Ministério do Interior guineense.

A operação foi conduzida pela Polícia de Intervenção Rápida, Agentes dos Serviços da Migração e Fronteiras e ainda por agentes da Brigada da Guarda Nacional, precisou Agostinho Djatá, que louvou uma denúncia anónima de um cidadão guineense.

Leia também: Militares no poder na Guiné-Bissau recusam “diplomacia de corredor hostil” de Portugal

O porta-voz do Ministério do Interior guineense incentivou todos os cidadãos a denunciarem quaisquer suspeitas de tentativa de emigração clandestina para que as forças de segurança possam intervir.

Na operação, foram ainda apreendidas sacas de arroz, açúcar, óleo alimentar e combustível, produtos que a polícia guineense acredita que seriam utilizados durante a viagem. A piroga em que se faziam transportar até Espanha também foi apreendida.

Agostinho Djatá adiantou que existem indícios de que o cidadão guineense detido na operação seria o “cabecilha do grupo” em Bissau e seria o elo de ligação com um outro cúmplice, que se pensa residir em Espanha atualmente.

“A investigação continua a nível interno para descoberta de todos os cúmplices, como também para localizar o paradeiro do contacto deles em Espanha”, precisou o porta-voz.

Leia também: Portugal e parceiros lusófonos procuram “com recato” regresso à democracia na Guiné-Bissau, diz MNE

Agostinho Djatá assinalou que o processo terá de ser resolvido diplomaticamente, já que se trata de cidadãos de países da Comunidade Económica de Estados da África Ocidental (CEDEAO).

Por decisão própria, o Mali saiu da CEDEAO em janeiro de 2024, tendo-se juntado ao Burkina Faso e ao Níger para criar a Aliança dos Estados de Sahel (AES) e a Guiné-Bissau encontra-se suspensa da organização na sequência de um golpe de Estado, protagonizado por militares em novembro de 2025.

Contate-nos

Meio de comunicação social generalista, com foco na relação entre os Países de Língua Portuguesa e a China

Plataforma Studio

Newsletter

Subscreva a Newsletter Plataforma para se manter a par de tudo!