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Portugal e parceiros lusófonos procuram “com recato” regresso à democracia na Guiné-Bissau, diz MNE

O chefe da diplomacia portuguesa adiantou que tem falado com os outros membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), com a presidência ‘pro tempore’ timorense, e, em particular, com os seus homólogos de Angola e do Brasil

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Portugal tem falado “com algum recato” com parceiros lusófonos, sobretudo Angola e Brasil, para procurar que a Guiné-Bissau volte a ser uma democracia, após o golpe militar de novembro, disse hoje o ministro dos Negócios Estrangeiros.

“Estamos a tentar encontrar uma forma de podermos ultrapassar este momento, que é realmente um momento difícil, mas é importante também que a Guiné volte a [ser] uma democracia e que, no fundo, este período de intervenção militar possa cessar”, afirmou Paulo Rangel, questionado pelos jornalistas, após uma visita ao Consulado-Geral de Paris, no segundo e último dia da sua deslocação à capital francesa.

O chefe da diplomacia portuguesa adiantou que tem falado com os outros membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), com a presidência ‘pro tempore’ timorense, e, em particular, com os seus homólogos de Angola e do Brasil.

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“Tudo isso está a ser feito com recato e com alguma confidência, como obviamente exige a diplomacia”, referiu.

“Aquilo que todos queremos é que muito rapidamente as relações de Portugal, mas não só, também dos outros países da CPLP, possam ser estabelecidas em pleno com a Guiné-Bissau e que o povo guineense possa enfim viver em democracia”, salientou, reconhecendo: “Isto é um processo que tem as suas particularidades e dificuldades”.

Da parte de Portugal, reiterou que se mantêm os projetos de cooperação na área da saúde e da educação com a Guiné-Bissau.

O golpe militar interrompeu o processo das eleições gerais, presidenciais e legislativas de 23 de novembro de 2025, sem serem conhecidos os resultados oficiais, com a oposição ao regime do ex-presidente e recandidato Umaro Sissoco Embaló a reclamar vitória.

O Presidente de transição marcou novas eleições gerais para 06 de dezembro, depois de o Conselho Nacional de Transição ter alterado a Constituição, atribuindo mais poderes ao Presidente da República.

O antigo presidente, Umaro Sissoco Embaló, encontra-se em parte incerta, o candidato que reclamou vitória nas presidenciais, Fernando Dias, remeteu-se ao silêncio e o presidente do histórico partido PAIGC, Domingos Simões Pereira, que foi afastado das eleições por decisão judicial, encontra-se em prisão domiciliária.

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