Uma investigação realizada pela Adecor nas províncias de Luanda, Huambo e Cabinda revelou a presença de botijas de gás butano cuja vida útil já tinha terminado, bem como exemplos de fugas de gás e componentes em más condições. A associação responsabilizou fornecedores, destacando a subsidiária SonaGás, por “omissão e negligência” na fiscalização e na garantia de segurança dos produtos comercializados.
Em resposta, a SonaGás tem defendido as suas práticas de segurança, afirmando que tem intensificado a substituição de válvulas de retenção em botijas para reduzir fugas e incidentes no uso doméstico. A empresa estima que substitui centenas de válvulas por semana, fruto de desgaste natural ou manuseamento inadequado durante o transporte.
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O alerta da Adecor também colocou sob escrutínio a atuação do Instituto Regulador de Derivados de Petróleo, responsável pela fiscalização do setor de combustíveis e derivados, que enfrenta críticas por não ter impedido a circulação dos produtos fora do prazo ou em condições inseguras.
Especialistas assinalam que a combinação de botijas vencidas e de fugas de gás doméstico aumenta o risco de acidentes, incluindo incêndios e explosões, representando uma preocupação significativa para consumidores, sobretudo em contextos urbanos densamente populados.