O anúncio surge no âmbito de uma decisão conjunta dos países membros da Agência Internacional de Energia (AIE), que esta quarta-feira aprovaram a libertação de 400 milhões de barris de petróleo das reservas estratégicas para compensar a escassez provocada pelo encerramento do estreito de Ormuz.
Na conclusão das jornadas parlamentares do PSD em Caminha, Viana do Castelo, Montenegro destacou que Portugal se alinha com as iniciativas da União Europeia e de outros países para conter os efeitos da subida dos preços de energia.
O primeiro-ministro explicou que, na última reunião europeia em que participou o ministro das Finanças, foi discutida a possibilidade de aplicar mecanismos de desconto do Imposto sobre Produtos Petrolíferos (ISP) noutros Estados-membros, seguindo exemplos de países como Grécia e Croácia.
De acordo com o diretor executivo da AIE, Fatih Birol, a libertação das reservas é necessária devido ao encerramento efetivo do estreito de Ormuz, um dos principais canais de transporte de petróleo do mundo. Esta é a sexta vez que a AIE coordena uma intervenção do género, superando em mais do dobro a operação recorde realizada no início da guerra na Ucrânia, quando foram libertados 182 milhões de barris.
A decisão ocorre num contexto de crescente tensão na região: os Estados Unidos e Israel realizaram ataques contra o Irão no fim de semana passado, alegando neutralizar “ameaças iminentes do regime iraniano”, enquanto Teerão retaliou com mísseis e drones contra alvos israelitas e bases norte-americanas, encerrando o estreito de Ormuz e afetando também países vizinhos como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã, Iraque, Chipre e Turquia.
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Com esta medida, Portugal pretende contribuir para estabilizar os mercados de petróleo e aliviar o impacto do aumento dos preços de combustíveis sobre famílias e empresas.