Numa sessão realizada no Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU), o representante permanente chinês na ONU, Fu Cong, apelou ao cessar-fogo imediato e à não escalada da situação no Médio Oriente. O diplomata defendeu o respeito pela soberania e integridade territorial dos países da região, reiterando a oposição de Pequim ao uso da força, após os bombardeamentos norte-americanos e israelitas contra alvos iranianos e as retaliações subsequentes.
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O secretário-geral da ONU, António Guterres, condenou os ataques e alertou que a ação militar poderá “desencadear uma cadeia de acontecimentos incontrolável numa das regiões mais voláteis do mundo”, sublinhando que o direito internacional deve ser respeitado e que não há alternativa viável a soluções pacíficas através do diálogo.
Os ataques ocorreram após a terceira ronda de negociações indiretas entre Washington e Teerão mediadas por Omã, estando previstos novos encontros técnicos em Viena, o que torna a escalada particularmente preocupante por comprometer uma oportunidade diplomática, segundo Guterres.
O embaixador iraniano na ONU, Amir Saeid Iravani, classificou os bombardeamentos como uma agressão “premeditada” contra zonas densamente povoadas, enquanto a Rússia, pela voz do seu representante Vassily Nebenzia, considerou a operação uma violação flagrante do direito internacional e uma ameaça à paz e segurança regionais.