Os Estados Unidos proibiam até recentemente a venda do ‘chip’ Nvidia H200 à China por motivos de segurança nacional. Contudo, o Presidente norte-americano, Donald Trump, indicou em dezembro ter alcançado um acordo com o homólogo chinês, Xi Jinping, para flexibilizar as restrições, contrariando a posição de alguns congressistas que receiam que estes ‘chips’ possam beneficiar as Forças Armadas chinesas.
“Do que sei, nenhum foi vendido até agora”, afirmou David Peters, responsável do Departamento do Comércio dos EUA, numa audição na Comissão dos Negócios Estrangeiros da Câmara dos Representantes.
O acordo relativo aos ‘chips’ H200, segundo o qual o Governo norte-americano recebe 25% das vendas, foi confirmado pelo Departamento do Comércio em janeiro.
No entanto, as condições impostas à sua comercialização terão dificultado a aprovação das exportações, segundo informações citadas pelo Financial Times.
A China procura aumentar a produção e o desenvolvimento de ‘chips’ para competir com a Nvidia, sediada na Califórnia e atualmente a empresa mais valiosa do mundo.
O presidente executivo da empresa, Jensen Huang, declarou no mês passado a jornalistas que “a licença para os H200 está em fase de finalização”, acrescentando esperar que o Governo chinês autorize a sua venda.
Os ‘chips’ mais avançados da Nvidia, a Blackwell e a futura Rubin, continuam proibidos de venda à China e não foram incluídos no acordo relativo ao H200.