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Táxi aéreo: China vê 2026 como “nó crucial” para a indústria de baixa altitude “atravessar o abismo” (com vídeo)

Oficiais da província de Hubei vêem a economia de baixa altitude como uma prioridade estratégica nacional

Uma aeronave silenciosa levantou voo em frente a um auditório no centro de Wuhan, capital da província chinesa de Hubei, arrancando aplausos de espectadores. Estes drones são autênticos táxis aéreos, servindo não só para o transporte de mercadorias como para passageiros.

No entanto, esta exibição de terça-feira, com quatro veículos distintos de descolagem e aterragem vertical eléctricos (eVTOL) à porta do Auditório Hongshan, não era a promoção de um filme, mas o ponto alto da reunião provincial de Hubei onde os responsáveis locais definiram a agenda económica.

Hubei sinaliza assim que a economia de baixa altitude da China, uma prioridade estratégica nacional, está a sair rapidamente de plano teórico para a realidade.

O momento desta aceleração é crítico. Executivos do sector e reguladores vêem cada vez mais 2026 como o ano decisivo para a comercialização dos eVTOL, com vários fabricantes a competir para obter certificações e iniciar a produção.

“O ano de 2026 será o nó crucial para a indústria de baixa altitude ‘atravessar o abismo’”, afirmou Huang Xiaofei, vice-presidente de estratégia da Volant Aerotech, sediada em Xangai, no leste da China.

“O eVTOL, enquanto direcção tecnológica central de um mercado de mil milhões de yuans, passou de conceito para uma fase de sprint comercial”, acrescentou.

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A província de Hubei pretende assegurar já o seu lugar nesta corrida, estando a desenvolver nove modelos de eVTOL, quatro dos quais já concluíram voos de teste, segundo responsáveis locais. As principais empresas da indústria da baixa altitude em Wuhan registaram um aumento de receitas superior a 30% este ano, dando continuidade a uma produção da indústria aeronáutica contabilizada em 9,6 mil milhões de yuans (2025) só em Hubei.

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