Presidente brasileiro, Lula da Silva, criticou esta segunda-feira o protecionismo e a utilização do comércio “como arma”, durante a sua visita de Estado à Coreia do Sul.
“A melhor resposta à tentativa de usar o comércio como arma é mostrar que é possível alcançar entendimentos mutuamente benéficos por meio do diálogo e da negociação”, frisou o chefe de Estado brasileiro durante o encerramento do Fórum Empresarial Brasil-Coreia do Sul, em Seul.
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Lula questionou ainda a viragem para políticas restritivas na economia global, afirmando que o regresso ao protecionismo “não tem justificação”, sem aludir diretamente ao Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
“A resiliência de um país, especialmente em tempos de turbulência global e de retorno do protecionismo, depende da diversificação da sua base económica e das suas relações comerciais”, sublinhou.
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O Presidente brasileiro disse ainda que quer a retoma das negociações para um acordo comercial entre a Coreia do Sul e o Mercosul.
Numa declaração conjunta, a Coreia do Sul e o Brasil anunciaram acordos nas áreas da agricultura, tecnologia, medicamentos e no intercâmbio cultural e educacional.
Depois de oito dias na Ásia, Lula da Silva regressa ao Brasil na terça-feira (24), depois de no domingo ter chegado à Coreia do Sul para uma visita oficial a convite do Governo sul-coreano e de antes ter estado na Índia.